Estado formaliza terreno do Hospital Metropolitano; área foi doada pela Prefeitura em dezembro

Por Moara Semeghini - Campinas

O decreto autoriza o recebimento do imóvel sem ônus ou encargo e destina a área à Secretaria de Estado da Saúde para a instalação da nova unidade

O governo de São Paulo anunciou na terça-feira (10) a formalização da doação do terreno onde será construído o Hospital Metropolitano de Campinas. A área, no bairro Parque Itália, foi oficialmente doada pela prefeitura ao Estado em 22 de dezembro, após aprovação de lei pela Câmara Municipal e sanção do prefeito Dário Saadi. A formalização foi anunciada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) por meio de decreto que autoriza o recebimento do imóvel sem ônus ou encargo e destina o terreno à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo para a construção da nova unidade hospitalar.

Apesar do avanço administrativo, a construção do hospital ainda depende da publicação do edital de licitação para o início das obras. O projeto segue em fase preparatória e passa pelas etapas finais de consolidação, incluindo a conclusão dos projetos executivos, definição do orçamento detalhado da obra e aprovações internas.

Concluídas essas etapas, o governo estadual afirma que o edital para a construção do hospital deve ser publicado nas próximas semanas.

Doação 

O terreno onde o hospital será construído tem cerca de 35 mil metros quadrados e fica entre a Avenida Prefeito Faria Lima e as ruas Pastor Cícero Canuto de Lima e Francisco de Assis Iglésias.

No local funcionava a antiga Coordenadoria Departamental de Veículos Leves (CDVL), que foi transferida para o Jardim Novo Campos Elíseos.

A área foi oficialmente doada pelo município ao Estado em 22 de dezembro, após aprovação de lei pela Câmara Municipal.

A legislação municipal que autorizou a transferência do terreno estabeleceu duas condições para o governo estadual: a construção efetiva do hospital no local e a formalização da cessão de uso ao município do imóvel onde funciona atualmente o Caps AD Sudoeste. Todas as despesas relativas à doação são de responsabilidade do Estado.

Licitação ainda não foi publicada

Apesar da formalização do terreno, a construção da unidade ainda depende da publicação da licitação para contratação da obra.

Em fevereiro, a Secretaria de Estado da Saúde informou que o edital seria divulgado “em breve”, enquanto o projeto assistencial do hospital passava por revisão técnica para adequação às necessidades da região.

No início do mês, o governador Tarcísio de Freitas também havia afirmado que a abertura da licitação estava prevista para o segundo semestre deste ano.

Com a licitação ainda pendente de publicação e o projeto assistencial em revisão, o empreendimento já registra atraso nas etapas iniciais do cronograma. A previsão anterior do governo estadual era de colocar o hospital em funcionamento em até 24 meses após o início das obras.

Estrutura prevista

O Hospital Metropolitano deve atender cerca de 4,6 milhões de moradores da região e terá investimento estimado em aproximadamente R$ 400 milhões.

Segundo o governo estadual, a unidade contará com 262 leitos gerais, além de 50 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A estrutura também prevê centro cirúrgico com oito salas de grande porte, 24 leitos de recuperação pós-anestésica, 20 leitos de hemodiálise e 24 leitos de observação no pronto atendimento.

O hospital também deve contar com serviços de radioterapia e quimioterapia e pronto-socorro referenciado.

A unidade será voltada para atendimentos de média e alta complexidade em especialidades como oncologia, neurocirurgia, ortopedia, cardiologia, urologia, cirurgia vascular, cirurgia plástica e psiquiatria, entre outras.