Mortes no trânsito tem o menor índice desde 2021

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Campinas encerrou o primeiro mês de 2026 com o menor número de mortes no trânsito registrado desde 2021. O Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito, publicado pela Emdec (autarquia responsável pelo tráfego campineiro), indica seis mortes no período, sendo uma em via urbana e cinco em rodovias. O índice total representa queda em relação aos anos anteriores: cinco em 2021, oito em 2022, nove em 2023, oito em 2024 e 14 de 2025. Na malha urbana, a redução foi de 90% na comparação com dezembro de 2025, quando houve dez mortes, e de 88% em relação a janeiro do ano passado, que somou oito. O único registro urbano em janeiro envolveu um atropelamento de pedestre na Rua José Paulino, no Centro, no dia 10.

A análise técnica do sinistro apontou o comportamento do pedestre como fator de risco. No somatório de vias urbanas e rodovias, o perfil das vítimas inclui motociclistas, um pedestre e um ocupante de outros veículos.

Mudança

A partir deste ano, a Emdec alterou a metodologia de contagem para se alinhar aos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e do sistema Infosiga, do governo estadual. O critério de tempo de sobrevida passou de 180 para 30 dias após o acidente. A mudança foi aplicada retroativamente na série histórica de 2023 a 2025 para permitir comparações.

Com o ajuste, a taxa de mortalidade de Campinas passou de 13,15 para 12,65 óbitos por 100 mil habitantes, deslocando oa cidade da sexta para a décima posição no ranking de cidades paulistas com mais de 400 mil habitantes.

Operações

As ações de segurança viária em janeiro incluíram a realização de 23 operações integradas, com a identificação de 712 condutas de risco, além de quatro etapas da Operação pela Vida, que aplicaram 1,2 mil testes de bafômetro, resultando em 82 autuações.

Na área de engenharia, foram implantados 17,3 mil m² de sinalização horizontal, 694 placas e 45 rampas de acessibilidade. Já o setor de educação realizou dez atividades, que impactaram 1,6 mil pessoas.