Por: Redação

CORREIO DE CAMPINAS | Pinga-fogo

Turbulência I

O cenário político para o PSD de Gilberto Kassab atravessa um período de instabilidade tanto na esfera nacional quanto na local. A recente desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., de disputar a Presidência, é um revés considerável para o projeto de "terceira via" da legenda.

 

Turbulência II

Mas, não é só a candidatura nacional do PSD que anda incerta. O futuro de Nelson Hossri na sigla também está claudicante. O próprio vereador afirmou que a candidatura dele a deputado estadual está sob avaliação, incluindo a possibilidade de não disputar o pleito ou de realizar uma mudança de partido.

Turbulência III

Hosrri enfatizou que não pretende ser refém de siglas, e que o compromisso dele reside nas bandeiras que defende, e no eleitorado que o apoia. Nos bastidores, ventila-se a possibilidade de que ele migre para o PL. A articulação envolveria uma dobradinha com Padre Kelmon, pré-candidato a federal pela legenda.

Turbulência IV

A parceria consolidaria um bloco de direita forte na região, unindo o capital político de Hossri em Campinas à visibilidade nacional de Kelmon. Entretanto, a mudança encontra obstáculos internos no próprio PL, uma vez que a legenda já possui um nome estabelecido para a disputa na Alesp: a vereadora Débora Palermo.

Turbulência V

A existência de uma candidatura própria do PL a deputado estadual cria um conflito de interesses que pode inviabilizar a entrada de Hossri, evidenciando que, no atual momento, a reorganização das forças políticas locais e nacionais do PSD enfrenta um horizonte nebuloso.

Turbulência VI

Débora é o nome de maior peso do PL local, e como ela já possui uma base consolidada, e o partido busca otimizar votos, a entrada de outro nome forte da cidade para o mesmo cargo geraria um "congestionamento" eleitoral que a cúpula do Liberal tenta evitar.