Vereadora denuncia materiais parados na Educação; Prefeitura nega desperdício
A vereadora Guida Calixto (PT) denunciou suposto acúmulo e possível desperdício de materiais no setor de Almoxarifado e Desfazimento da Secretaria Municipal de Educação de Campinas. Segundo a parlamentar, durante vistoria ao local foram encontrados “pilhas e pilhas” de itens comprados com recursos públicos e que não estariam sendo utilizados na rede municipal.
Entre os materiais citados estão livros, inclusive exemplares em Braille, uniformes, ventiladores, carteiras, cadeiras, lixeiras, monitores, Chromebooks e notebooks. Parte dos itens, de acordo com ela, estaria no setor de desfazimento.
“Isso tudo foi comprado com dinheiro público e está sem utilização nenhuma”, afirmou a vereadora nas redes sociais. Guida disse ainda que protocolou requerimentos solicitando cópia integral de contratos, especialmente os relacionados à compra de mobiliário para os 16 Espaços do Amanhã, além de documentação que comprove a entrega e destinação dos itens.
A parlamentar questiona o planejamento das aquisições e afirma que continuará fiscalizando o caso.
Prefeitura rebate
Em nota, a Secretaria de Educação informou que “não procede a denúncia sobre suposto desperdício de recursos públicos”.
Segundo a pasta, o planejamento para o ano letivo de 2026 prevê uma reserva estratégica de uniformes e kits escolares para atender trocas por mudança de tamanho, novas matrículas e abertura de turmas. As carteiras e ventiladores armazenados também fariam parte de estoque de reposição para eventual substituição ao longo do ano.
Sobre os computadores no setor de desfazimento, a Secretaria explicou que foram substituídos por equipamentos novos devido à desatualização ou à inviabilidade técnica e financeira de reparo. O descarte, segundo a administração, seguirá as normas adequadas.
A Prefeitura informou ainda que, nos últimos dois anos, investiu R$ 210 milhões na construção de 16 creches do programa Espaço do Amanhã e na reforma de 36 unidades, com o objetivo de ampliar vagas e modernizar a estrutura da rede municipal, que atende cerca de 60 mil estudantes.
