Campinas tem um caso confirmado de Mpox em 2026; RMC soma outros três
Campinas confirmou um caso de Mpox em 2026, segundo do Ministério da Saúde, confirmados pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP) divulgados nesta quarta-feira (25). A Prefeitura confirmou o dado à reportagem e informou que divulgará novas atualizações nesta sexta-feira (27).
Além de Campinas, também há um caso confirmado em Paulínia, Sumaré e Hortolândia, totalizando quatro registros na Região Metropolitana de Campinas (RMC).
No estado de São Paulo, a SES-SP contabiliza 50 casos desde janeiro. A capital paulista concentra o maior número de ocorrências, com 31 casos. Ribeirão Preto e Mogi das Cruzes têm dois casos cada. Também registram um caso Sorocaba, Várzea Paulista, Araraquara, Osasco, Cotia, Jandira, Serrana, Arujá, Santos, Guarulhos e Pradópolis.
Em âmbito nacional, o Brasil soma 88 casos confirmados de Mpox em 2026, segundo o Ministério da Saúde. A maioria dos quadros é considerada leve a moderada e não há óbitos neste ano. Em 2025, o país registrou 1.079 casos e duas mortes. Somente em janeiro do ano passado foram 79 casos e, em fevereiro, 47, totalizando 126 nos dois primeiros meses.
O que é Mpox e quais os sintomas
A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox e é transmitida por contato próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas.
O sintoma mais comum é a erupção cutânea semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro também pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados.
As lesões podem afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.
O período de incubação, intervalo entre a infecção e o início dos sintomas, varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
Como ocorre a transmissão
O vírus se espalha principalmente por contato próximo com pessoa infectada, incluindo:
contato pele com pele, como toque ou relação sexual vaginal ou anal;
contato boca com boca;
contato boca com pele, como no sexo oral;
proximidade respiratória (gotículas ou aerossóis de curto alcance);
compartilhamento de objetos contaminados, como toalhas, roupas e lençóis.
Diagnóstico e orientação
Ao notar sintomas, é necessário procurar uma unidade de saúde para realização de exame laboratorial, única forma de confirmação da doença.
O diagnóstico diferencial deve considerar doenças como varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancroide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reações alérgicas e outras causas de erupções cutâneas.
O Ministério da Saúde orienta que pessoas com suspeita ou confirmação cumpram isolamento imediato e não compartilhem objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente e talheres, até o fim do período de transmissão.
Também é recomendado lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel com frequência.
Tratamento e riscos
O tratamento consiste no alívio dos sintomas, prevenção e manejo de complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve a moderada. Não há medicamento aprovado especificamente para Mpox.
Embora, na maioria das vezes, os sintomas desapareçam espontaneamente em poucas semanas, o vírus pode causar complicações graves, especialmente em recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão.
Entre as possíveis complicações estão infecções bacterianas secundárias, infecções pulmonares ou sanguíneas, encefalite, miocardite, pneumonia e problemas oculares. Casos graves podem exigir internação, cuidados intensivos e uso de antivirais.
Dados disponíveis indicam que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas podem morrer, variando conforme condições de saúde e acesso ao atendimento.
