Pela 1ª vez em 51 anos, Sanasa consegue empréstimo do BNDES
A Sanasa (responsável pelo abastecimento e tratamento de água e esgoto de Campinas) conseguiu um empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) pela primeira vez nos 51 anos da empresa. O montante, da ordem de R$ 251,75 milhões, é necessário para modernizar a infraestrutura hídrica municipal.
“O sistema de distribuição de água de Campinas foi implantado nos anos de 1960, com redes em ferro fundido ou cimento. Com o financiamento, o BNDES contribuirá com a melhoria da saúde e da qualidade de vida da população, além de aprimorar a gestão hídrica, reduzindo perdas e garantindo o abastecimento”, declara o presidente do banco estatal, Aloizio Mercadante.
Dos R$ 251,75 milhões, R$ 114 milhões são provenientes do Programa Eco Invest. Já os R$ 137,75, oriundos das linhas tradicionais do banco estatal de fomento.
Obras
Os recursos são necessários para a instalação de 201,84 quilômetros de novas canalizações e na renovação de 17.701 conexões domiciliares com as redes, a fim de reduzir o desperdício de água tratada, otimizando a distribuição. As antigas redes de cimento serão substituídas pelas de Polietileno de Alta Densidade (PEAD), tidas como mais seguras e duráveis.
As intervenções serão realizadas em 15 bairros: Jardim Rossin, Jardim Roseira, Botafogo, Cambuí, Nova Campinas, Bosque/ Proença, Vila Costa e Silva, Centro, Ponte Preta, Jardim Santa Cândida, Vila Santa Odila, Jardim Cantúsio, Santa Mônica e São Marcos.
Também estão previstas obras complementares, como a instalação de válvulas e hidrantes, que possibilitam o controle da rede e o seccionamento para manutenções. Já o cronograma aponta a finalização dos trabalhos em 2028, beneficiando diretamente cerca de 140 mil residentes em 15 bairros:
Durante o período de execução das obras serão instaladas redes provisórias de abastecimento para garantir que o fornecimento de água não sofra interrupções para os moradores das áreas afetadas.
Ainda de acordo com a Sansa, a engenharia prioriza métodos não destrutivos para a troca das tubulações, permitindo a renovação dos ativos sem a necessidade de escavações extensas, evitando transtornos ao trânsito.
“Hoje temos um dos menores índices de desperdício do país, com 16,62%, enquanto a média nacional passa de 37%”, informa o prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos-SP).