Campinas inicia ações do Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo nesta terça (10)
A Coordenadoria Departamental de Políticas para a Prevenção ao Uso de Drogas de Campinas, o Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (Comad), os Narcóticos Anônimos (área oeste de Campinas), o Instituto Padre Haroldo e a Emdec realizam, nesta terça-feira, 10 de fevereiro, uma roda de conversa sobre o alcoolismo. O público são os alunos do ensino médio da Escola Estadual Professora Lais Bertoni Pereira, na região do Ouro Verde.
A ação abre as atividades do Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, celebrado em 18 de fevereiro. Na quinta-feira, 12, uma nova roda de conversa sobre o mesmo tema será realizada na Escola Estadual Carlos Gomes, no Centro. No dia seguinte, 13, haverá três ações com blocos carnavalescos e grupos musicais (confira abaixo). No dia 18 de fevereiro, quarta-feira, às 18h, será transmitido um podcast no Instituto Força Jovem, com o tema "Prevenção às Drogas".
"Dar início à Campanha do Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo dentro da escola é um recado direto: prevenção se faz com informação, escuta e diálogo, especialmente com os jovens", afirmou Vandecleya Moro, secretária de Desenvolvimento e Assistência Social. "As rodas de conversa e as ações nos territórios são um convite ao diálogo e à responsabilidade coletiva. Prevenção não é um evento pontual, é um trabalho contínuo", concluiu.
As ações consideram que o Carnaval é ocasião em que o consumo de álcool e de outras drogas aumenta.
O que dizem as pesquisas: Fiocruz - o consumo de bebidas alcoólicas atinge cerca de 17% da população, com aumento de 30% entre 2012 e 2022; Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, do IBGE (2019): mais de 60% dos estudantes de 13 a 17 anos relataram ter ingerido álcool em algum momento nos 30 dias anteriores ao preenchimento do questionário; Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas: estima-se que 3,5 milhões de pessoas são dependentes de álcool e de outras drogas.
De acordo com o Vigitel, do Ministério da Saúde, o uso de bebidas alcoólicas cresce conforme os anos de estudo. O indicador vai de 23,2% entre quem tem até oito anos de escolaridade a 34,3% entre quem estudou 12 anos ou mais. Uma hipótese é que esse comportamento se associe a fatores socioeconômicos, com maior poder aquisitivo, maior acesso a bebidas alcoólicas e maior frequência a ambientes que favorecem o consumo, como bares, restaurantes, festas e eventos sociais, o que transforma o álcool em símbolo de status.
