Maria-fumaça restaurada inaugura acervo de futuro museu ferroviário em Campinas
Locomotiva histórica passou por recuperação estética e está prevista para compor acervo expositivo na estação Anhumas
A locomotiva a vapor nº 302, que fez parte da frota da antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, teve o restauro estético concluído e deve se tornar uma das atrações do futuro museu ferroviário sobre trilhos em Campinas. De acordo com informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a peça está sendo preparada para integrar o acervo do espaço expositivo que a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) implanta na estação Anhumas. A previsão é que a maria-fumaça fique em exibição no local quando o museu for aberto ao público.
A iniciativa faz parte de um projeto maior de preservação da memória ferroviária no trecho histórico entre Campinas e Jaguariúna, hoje utilizado para passeios turísticos aos fins de semana e feriados. A proposta é reunir pelo menos 14 veículos históricos, entre locomotivas, vagões e carros de passageiros, permitindo que visitantes conheçam de perto equipamentos restaurados pela entidade.
Segundo informações da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, o museu será instalado ao lado dos próprios trilhos da antiga Mogiana e deve contar com estrutura coberta, passarelas de circulação e iluminação interna para facilitar a visitação. O avanço das obras, no entanto, depende de recursos obtidos com a venda de bilhetes dos passeios, contribuições de associados e doações.
Atualmente, parte do acervo ferroviário permanece guardada na estação Carlos Gomes, onde funcionam as oficinas de manutenção. A estação Anhumas, que servirá de base para o museu, foi inaugurada em 1926 e chegou a ficar abandonada após o fechamento do ramal, sendo restaurada pela ABPF nos anos 1980, quando começou a operar o trem turístico Campinas–Jaguariúna.
Com o restauro da locomotiva 302, a associação dá mais um passo na preparação do acervo que deve contar a história do transporte ferroviário na região.