Governo de SP prorroga consulta pública sobre obras de segurança hídrica na Bacia do PCJ que abastece Campinas
O Governo de São Paulo prorrogou até o próximo dia 25 de fevereiro o prazo da consulta pública do projeto de Segurança Hídrica da Bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), tem como objetivo ampliar a participação da sociedade na formulação do projeto, que prevê obras estruturais voltadas ao reforço do abastecimento de água em municípios do interior paulista, incluindo a Região Metropolitana de Campinas. A fata final para receber contribuições para a consulta pública da concessão era até até 10 de fevereiro.
Objetivo das barragens
A Bacia PCJ reúne os rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí que abastecem grande parte da Região Metropolitana de Campinas. Campinas não depende só de captação própria, ela recebe água de um sistema interligado de reservatórios, rios e adutoras. Portanto, as barragens de Pedreira, no Rio Jaguari, e a barragem de Duas Pontes, no rio Camanducaia, estão em construção e tem como principal objetivo aumentar a segurança hídrica - 'segura' água no período de chuva, libera gradualmente na seca e estabiliza o nível dos mananciais usados pelas captações que atendem Campinas - da região de Campinas e das Bacias do PCJ.
Parcerias em Investimentos
Elaborado pela SPI, o projeto tem como finalidade promover melhorias no aproveitamento dos recursos hídricos e garantir maior regularidade no fornecimento de água, especialmente em períodos de estiagem. A proposta envolve a integração de infraestruturas consideradas estratégicas, como as barragens de Pedreira e Duas Pontes e a Unidade de Tratamento do Rio Camanducaia, além de sistemas de captação, adução e distribuição de água.
Com investimento estimado em R$ 311,2 milhões, o conjunto de obras deve beneficiar direta ou indiretamente 21 municípios: Americana, Amparo, Artur Nogueira, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Campinas, Cosmópolis, Holambra, Hortolândia, Itatiba, Jaguariúna, Limeira, Louveira, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.
Entre os principais benefícios apontados pelo governo estadual estão a regularização das vazões dos rios Camanducaia e Jaguari e das barragens de Pedreira e Duas Pontes, com potencial de aumento de até 17 mil litros de água por segundo no sistema, além da preservação da qualidade dos mananciais e do fortalecimento da segurança no abastecimento frente ao crescimento populacional e aos eventos climáticos extremos.
No âmbito do projeto, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) informa que estão em curso os procedimentos administrativos e técnicos relacionados às barragens de Pedreira, localizada na divisa entre Pedreira e Campinas, às margens do rio Jaguari, e de Duas Pontes, em Amparo, no rio Camanducaia. As estruturas são consideradas centrais para o sistema de segurança hídrica da Bacia do PCJ e fazem parte do planejamento estadual para ampliação da capacidade de armazenamento e regulação de água na região.
Durante o período da consulta pública, que segue aberta até 25 de fevereiro, interessados podem encaminhar sugestões e contribuições por escrito para o e-mail segurancahidricasarpcj@cpp.sp.gov.br
, utilizando o formulário disponível na página do projeto no site da SPI. As manifestações recebidas dentro do prazo serão analisadas pelas equipes técnicas do governo antes da publicação do edital.
Como as barragens afetam Campinas
Embora as principais intervenções previstas no projeto de segurança hídrica do governo estadual fiquem em cidades vizinhas, como Pedreira e Amparo, os impactos chegam diretamente a Campinas.
Isso acontece porque o abastecimento da região não depende apenas de captações locais, mas de um sistema interligado de rios, reservatórios e adutoras que formam a Bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). Campinas faz parte dessa rede.
As barragens de Pedreira, no rio Jaguari, e de Duas Pontes, no rio Camanducaia, funcionam como estruturas de armazenamento e regulação. Durante o período chuvoso, elas acumulam água. Já na estiagem, liberam essa reserva de forma controlada, mantendo o nível dos rios mais estável.
Na prática, mesmo sem obras dentro do município, Campinas tende a ganhar maior segurança no fornecimento, com menor risco de racionamento em períodos de seca prolongada.
Por isso, embora localizadas fora da cidade, as estruturas são consideradas estratégicas para todo o sistema de abastecimento regional.
O rio Jaguari é peça estratégica para o abastecimento de água no estado. Ele integra o Sistema Cantareira, um dos maiores complexos de reservatórios do mundo, responsável por atender a Grande São Paulo e também por liberar vazões para a bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). Essa rede é fundamental para Campinas, que recebe água do Cantareira e ainda desenvolve projetos de captação no próprio Jaguari e em outras fontes, buscando ampliar a segurança hídrica com novas represas, como as de Amparo e Pedreira.
Ao regular a vazão desses cursos d’água, as barragens ajudam a evitar quedas bruscas no volume disponível para captação.
