Campinas aplica 91 multas por bafômetro em dois meses; maioria é por recusa ao teste

A combinação de álcool e direção e a recusa em fazer o teste são infrações gravíssimas

Por Redação

Foram 82 autuações: 81 por recusa ao teste de bafômetro e uma por direção sob influência de álcool

Recusar ser submetido ao teste de embriaguez na direção foi a infração de trânsito mais cometida durante as operações integradas realizadas em janeiro pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), em conjunto com a Guarda Municipal (GM) e a Polícia Militar (PM). Foram 23 blitze integradas no último mês e 712 condutas de risco identificadas, sendo que 124 delas (17,4%) envolveram a recusa ao teste de bafômetro.

Foram 16 operações integradas de fiscalização realizadas no último mês. As infrações por recusa aos testes de bafômetro foram identificadas nas quatro “Operações pela Vida”, comandadas pela Emdec e pela Guarda Municipal; e nas três Operações Direção Segura Integradas (ODSI), realizadas pela Polícia Militar, com o apoio da Emdec.

Foram 379 autuações aplicadas a motocicletas, 323 a automóveis e 10 infrações cometidas por outros tipos de veículos (vans e caminhões). Os agentes abordaram, nas operações de janeiro, quase 2,2 mil veículos (1.218 carros e 913 motocicletas). Foram retirados das ruas e removidos ao Pátio Municipal mais de 139 veículos em situações que feriam a legislação (86 motocicletas, 51 carros e dois veículos de outras categorias).

Ao longo de 2025, a Emdec promoveu 295 operações integradas, que identificaram quase 10,9 mil condutas de risco.

Recusa ao bafômetro supera licenciamento e escapamento ‘barulhento’

As 124 infrações por recusa ao teste com etilômetros já superam o total de situações envolvendo licenciamento vencido e escapamento irregular, que vinham ocupando as primeiras posições nos rankings de condutas de risco ao longo de 2025.

O número é ainda mais expressivo porque os testes são realizados apenas nas blitze específicas, na Operação pela Vida Emdec/GM e nas ODSI’s da Polícia Militar.

As dez condutas de risco que mais apareceram durante as operações realizadas em janeiro somaram 559 autuações – mais de 78% do total. Confira o ranking:

1º) Recusar-se a ser submetido a testes de alcoolemia: 124 infrações – 17,4%.

2º) Licenciamento: 80 infrações – 11,2%.

3º) Escapamento defeituoso, ineficiente, inoperante, sem silenciador: 71 infrações – 9,9%.

4º) Conduzir veículo sem possuir Carteira Nacional de Habilitação: 45 infrações – 6,3%.

4ºº) Sistema de iluminação alterado: 45 infrações – 6,3%.

5º) Pneu liso/“careca” (mau estado de conservação): 44 infrações – 6,2%.

6º) Ausência de equipamento obrigatório: 25 infrações – 3,5%.

7º) Permitir posse e condução do veículo a pessoa não habilitada: 24 infrações – 3,4%.

8º) Condutor sem cinto de segurança: 23 infrações – 3,2%.

9º) Habilitação vencida há mais de 30 dias: 21 infrações – 2,9%.

9º) Placa em desacordo com a regulamentação: 21 infrações – 2,9%.

10º) Transpor bloqueio viário policial / blitz: 18 infrações – 2,5%.

10º) Conduzir veículo com placa sem legibilidade: 18 infrações – 2,5%.

Quatro ‘Operações pela Vida’ e 1,2 mil testes de alcoolemia

Durante as quatro Operações pela Vida Emdec/GM, promovidas em janeiro, foram realizados 1,2 mil testes para identificar alcoolemia (932 aplicados em condutores de automóveis, 266 em motociclistas e dois em condutores de outros tipos de veículos).

Foram 82 autuações: 81 por recusa ao teste de bafômetro e uma por direção sob influência de álcool. Neste último caso, a condutora de um automóvel apresentou teor alcoólico de 0,42 mg/L e foi conduzida ao Distrito Policial.

Tanto a recusa quanto a combinação de álcool e direção são infrações gravíssimas, multiplicadas por 10 (R$ 2.934,70), com recolhimento e suspensão da habilitação por 12 meses. Quando identificado teor alcoólico igual ou superior a 0,34 mg/L, o condutor responde por crime de trânsito. A pena para esse crime é de detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor.

Nas três ODSI’s da Polícia Militar, foram 2,2 mil testes realizados (1,9 mil carros, 309 motos e dois outros tipos de veículos), que resultaram em 44 autuações: 43 por recusa e uma por álcool na direção.

Álcool já causou 15 sinistros fatais em 2025

A “Operação pela Vida” foi lançada em novembro de 2025, como estratégia para reduzir as mortes e lesões graves causadas pelo álcool no trânsito. Entre novembro e dezembro, foram outras três operações, 1 mil testes realizados e nove autuações (sete recusas e duas por direção sob influência de álcool).

O álcool foi a principal causa de mortes no trânsito em 2024 e esteve presente em 51 (38,1%) dos 134 sinistros analisados. Entre janeiro de 2020 e julho de 2025, 274 mortes no trânsito foram causadas pela combinação de beber e dirigir. Entre as 76 vidas perdidas em vias urbanas em 2025, 43 casos foram analisados e o álcool associado à direção permanece como o fator de risco que mais matou, superando o excesso de velocidade. Foram 15 sinistros fatais ou 35% do total de casos analisados.