Iniciativa privada tem posição de vanguarda
Enquanto a administração municipal de Campinas caminha em direção oposta ao desenvolvimento social, ao planejar o fechamento de vagas no setor de assistência psicossocial, a iniciativa privada demonstra um posicionamento de vanguarda ao fortalecer e incentivar o projeto.
O contraste entre a postura pública de retração e o apoio corporativo evidencia visões distintas sobre a gestão de pessoas em situação de vulnerabilidade, pois enquanto a Prefeitura propõe o desmonte de estruturas consolidadas, empresas parceiras investem na manutenção e expansão de atividades que garantem a dignidade humana.
A Associação Cornélia Vlieg conta com uma rede de apoio estruturada por corporações que enxergam valor na reabilitação por meio do trabalho, estabelecendo um modelo de sucesso que desafia a lógica de cortes imposta pelo governo local.
Arcor
O fomento vem de empresas como a Arcor, parceira há 15 anos. Milena Porrelli Drigo Azal, gerente nacional do Instituto Arcor Brasil, destaca a profundidade da aliança.
"O Armazém das Oficinas desempenha um papel fundamental. Por várias vezes, levamos os oficineiros às reuniões da diretoria e de gerentes nacionais para apresentarem e desenvolverem produtos com eles. A aquisição é apenas uma parte dessa aliança e isso é pouco comparado ao impacto que essa iniciativa gera", explica a executiva.
Milena enfatiza o valor da integração entre funcionários da empresa e os produtores das oficinas.
Pontua que "conviver com essas pessoas, escutá-las apresentando seus trabalhos, suas histórias de vida, aprender com elas, isso não se mede, se vivencia. Essas pessoas são empoderadas, sentem-se valorizadas, inseridas na sociedade, recebem uma renda e são verdadeiramente autores de sua própria história".
Erro
A gerente alerta que o encerramento do projeto seria uma perda irreparável: "É um trabalho de referência internacional que transforma vidas. Será uma grande perda para todos nós se o projeto deixar de existir".
