Combustível mais caro no posto e cai nas distribuidora

Preços nos postos repetem patamares observados em 2022

Por Da Redação

Os consumidores de Campinas começam 2026 em um cenário econômico que remete há 4 anos, quando o preços dos combustíveis nas bombas registraram altas significativas.

Hoje, o preço médio da gasolina comum em postos da cidade é de R$ 6,32 por litro. A alta ocorre de forma paralela ao anúncio recente feito pela Petrobras, que confirmou uma redução no valor da gasolina comercializada para as distribuidoras. A conjuntura local reflete a pressão sobre o orçamento das famílias campineiras, enquanto o mercado nacional tenta equilibrar os custos de produção e refino.

Em Campinas, a elevação dos preços tem forçado os motoristas a retomarem hábitos de contenção de gastos, como a pesquisa rigorosa entre diferentes estabelecimentos e a redução de trajetos desnecessários.

Especialistas econômicos apontam que, embora o começo de 2026 apresente valores elevados e a possibilidade de pequenos reajustes residuais, existe uma expectativa de controle e estabilidade ao longo dos próximos meses.

O comportamento do mercado local é monitorado de perto por profissionais que dependem diretamente do veículo para o trabalho, grupo que mais sofre com a oscilação nos preços finais.

Enquanto o cenário nas bombas em Campinas é de alta, a Petrobras anunciou uma medida que pode aliviar a pressão nas refinarias. A partir desta terça (27), o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 2,71 para R$ 2,57 por litro. Esta redução de R$ 0,14 representa uma queda percentual de 5,2%.

Segundo os dados divulgados pela estatal, o acumulado de reduções desde dezembro de 2022 chega a R$ 0,50 por litro. Ao considerar a inflação acumulada no período, a Petrobras destaca que a queda real no preço do combustível atinge a marca de 26,9%, demonstrando um esforço de contenção de custos na origem. Para o óleo diesel, a companhia optou pela manutenção dos valores atuais, sem alterações imediatas para as distribuidoras.

O histórico do diesel também mostra uma trajetória de queda real significativa, com redução de 36,3% desde o final de 2022 quando descontados os índices inflacionários.

A diferença entre a queda nos custos de distribuição e o aumento percebido pelos consumidores finais em Campinas costuma ser explicada pela composição do preço, que inclui tributos federais e estaduais, custos de transporte, margens de lucro dos revendedores e a mistura obrigatória de biocombustíveis, elementos que influenciam a dinâmica do mercado local.