Campinas registra menor número de famílias no Bolsa Família desde 2022

Campinas registra menor número de famílias no Bolsa Família desde 2022

Por Redação

Ao longo de 2025, Campinas acumulou quedas consecutivas no número de beneficiários

Campinas registrou, no início de 2026, o menor número de famílias beneficiárias do Bolsa Família para o mês de janeiro desde 2022, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Ao todo, 52.066 famílias receberam o benefício no primeiro mês deste ano, número inferior ao registrado no mesmo período dos últimos quatro anos e que confirma uma trajetória de redução gradual após o pico observado no pós-pandemia.

A série histórica mostra crescimento expressivo do programa entre 2021 e 2023. Em janeiro de 2021, quando o benefício ainda atendia um público mais restrito, Campinas tinha 39.851 famílias contempladas. Já em janeiro de 2022, o número subiu para 51.942, período em que o programa passou a se chamar Auxílio Brasil, denominação que vigorou entre 2021 e março de 2023. Em janeiro de 2023, os registros chegaram a 63.026 famílias, refletindo os impactos econômicos prolongados da pandemia. O patamar elevado se manteve em janeiro de 2024, com 62.804 beneficiários, antes de iniciar uma trajetória de queda: 57.757 famílias em janeiro de 2025 e 52.066 em janeiro de 2026.

Os dados mais recentes indicam que, ao longo de 2025, Campinas acumulou quedas consecutivas no número de beneficiários, com uma leve variação positiva apenas em janeiro deste ano. Em dezembro de 2025, o município havia encerrado o ano com 50.539 famílias atendidas, o menor volume desde 2022. Em março de 2023, no auge do programa, a cidade chegou a registrar 65.953 famílias beneficiárias, mantendo-se acima de 60 mil até meados de 2024.

A redução registrada no último ano foi de 9,8% em Campinas, percentual superior à média nacional, que ficou em 8,3%. Em janeiro de 2026, o Governo Federal contabilizou 18,7 milhões de famílias beneficiárias em todo o país, contra 20,4 milhões no mesmo mês do ano anterior. Entre os fatores apontados para essa retração estão a melhora gradual do cenário econômico, com maior geração de emprego e renda, e o aprimoramento do Cadastro Único (CadÚnico), que passou a cruzar bases de dados com mais rigor, reduzindo pagamentos indevidos.