Operação da PF apreende 11 armas em Sumaré

Por

A Delegacia da Polícia Federal de Campinas apreendeu na quinta-feira (15) 11 armas de fogo e cerca de 400 munições em um imóvel em Sumaré, na nova fase da Operação Coffee Break, que apura supostas fraudes em licitações públicas na compra de material didático em cidades do interior.

O proprietário do imóvel não estava, e ninguém foi preso. A etapa cumpriu três mandados de busca e apreensão, tanto em Sumaré, quanto em Jundiaí.

Prisão de Cafú César

Em novembro, a operação prendeu o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB), que teria recebido R$ 2,5 milhões, e a Justiça Federal bloqueou os bens dos investigados. Na época, a Prefeitura declarou que todos os contratos seguiram a lei.

A prisão de Cafú foi revogada em dezembro, por decisão da 11ª Turma do TRF-3, após pedido de habeas corpus. Entretanto, o vice-prefeito foi submetido a medidas cautelares, como, por exemplo, afastamento de funções públicas e proibição de contatar outros investigados, além da proibição de sair de Hortolândia sem autorização da Justiça.

Fraude em material escolar

A Coffee Break foi deflagrada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) para apurar contratos firmados entre a empresa Life Tecnologia Educacional Ltda., de Piracicaba, e prefeituras, envolvendo a compra de materiais pedagógicos e kits de robótica.

Segundo a polícia, os materiais eram superfaturados até 35 vezes acima do preço. O trâmite ocorria por meio de editais fraudulentos, elaborados por servidores que beneficiavam a Life Tecnologia Educacional e que desclassificavam concorrentes.

Ainda de acordo com as investigações, a verba era repassada a empresas de fachada, gerenciadas por doleiros, que lavavam o dinheiro e redistribuíam-no em espécie.

A propina era chamada pelos fraudadores de "café". Entre os investigados, a ex-nora de Lula (PT), Carla Ariane Trindade, e Kalil Bittar, ex-sócio de um dos filhos doo presidente, que atuariam como intermediários políticos.