78% dos trabalhadores com CLT não pagarão IR

Porcentagem diz respeito a campineiros quanto à nova lei

Por Da Redação

A nova legislação do Imposto de Renda, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada para entrar em vigor no dia 1º de janeiro, estabelece critérios de isenção para contribuintes com rendimentos mensais de até R$ 5 mil e institui mecanismos de desconto para salários que alcancem o patamar de R$ 7.350.

Campinas

De acordo com projeções da Subseção do Dieese na Fetquim, elaboradas a partir de solicitação do Sindicato dos Químicos Unificados da Regional Campinas (SP), a aplicação dessas novas regras resultará na dispensa do pagamento do tributo para 78% dos trabalhadores que atuam sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no município. Em termos quantitativos, essa mudança na política fiscal brasileira abrange um total de 326,8 mil profissionais formalizados na cidade, que passarão a não ter o imposto retido em folha de pagamento.

Faixa de Isenção

No contexto nacional, a medida representa a ampliação da faixa de isenção que, até o encerramento de 2025, estava fixada em R$ 2.824, montante correspondente a dois salários mínimos. Com a nova estrutura tributária, a estimativa do governo federal é de que 32% da base total de trabalhadores do Brasil seja desonerada da cobrança deste imposto. O projeto percorreu o rito legislativo durante o segundo semestre deste ano, obtendo aprovação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal antes da promulgação definitiva, cumprindo diretrizes de aproximação com contribuintes de média renda.

A alteração nas tabelas incide diretamente sobre o cálculo da renda disponível dos trabalhadores. Para um indivíduo que possui uma remuneração bruta de R$ 5 mil, a cessação da cobrança do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) gera uma disponibilidade financeira adicional de R$ 312,89 a cada mês.

Ao projetar esse valor para o período de um ano, incluindo as parcelas referentes ao 13º salário e ao adicional de um terço de férias, o montante acumulado que deixa de ser direcionado ao fisco é de R$ 4.170,82. Este valor representa um acréscimo de 6,3% nos recursos financeiros disponíveis anualmente para essa categoria salarial específica.

O escalonamento também prevê impactos financeiros em outras faixas de remuneração. Para profissionais com rendimento mensal de R$ 4.500, a economia gerada é de R$ 200,39 mensais, o que totaliza um valor retido de R$ 2.671,23 ao final de doze meses.