Tarcísio cobre prejuízos de rodovias na pandemia com dinheiro público
Por Raquel Valli
O governo do Estado de São Paulo autorizou o pagamento de mais de R$ 2 bilhões a concessionárias de rodovias para compensar o prejuízo gerado pela pandemia de Covid-19. Entre as empresas beneficiadas, a Autoban, que opera o sistema Anhanguera-Bandeirantes, que liga Campinas a Capital São Paulo, lidera os repasses individuais e deverá receber R$ 786,2 milhões.
A medida foi formalizada pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), que reconheceu que a queda na circulação de veículos e na arrecadação de pedágios entre março de 2020 e dezembro de 2022 configurou um evento extraordinário que afetou diretamente a saúde financeira dos contratos de concessão. A decisão foi assinada pela atual diretoria da agência reguladora, que estendeu o período de compensação até o final de 2022, ainda que estudos internos apontassem uma recuperação gradual do fluxo rodoviário já no segundo semestre daquele ano.
O montante global de indenizações ultrapassa os R$ 2 bilhões, sendo que o Grupo CCR concentra a maior parte dessa cifra, somando cerca de R$ 1,4 bilhão quando somados os valores da Autoban aos de outras operações como ViaOeste, SPVias e Renovias (responsável pela Rodovia Adhemar de Barros, a SP-340, popularmente conhecida como Campinas-Mogi). Além das empresas citadas, o pacote contempla outras administradoras de corredores logísticos paulistas. A Rota das Bandeiras, responsável pelo Corredor Dom Pedro, que liga Campinas ao litoral norte, receberá R$ 173,2 milhões, enquanto a Ecovias e a EcoPistas, R$ 137,6 milhões e R$ 109,3 milhões, respectivamente. Os valores apresentados consideram projeções atualizadas até julho de 2025, mas o custo final para os cofres públicos ainda passará por atualizações do IPCA.
