Saúde de Campinas divulga os 23 bairros com alto risco de transmissão de dengue

Por Redação

O objetivo da ação é estimular a população a intensificar a verificação de criadouros em casa e orientar sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da doença

A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou nesta segunda-feira (24) quais são os 23 bairros que estão com alto risco de transmissão de dengue e, por isso, as ações de controle do mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença, a zika e a chikungunya, serão intensificadas. Segundo o 46º Alerta Arboviroses Campinas, as áreas com alto risco de transmissão, por região, são: Leste: Vila Lafayete Álvaro, Parque Brasília, Jardim Conceição, Vila Madalena e Vila 31 de Março; Noroeste: Parque Floresta e Conjunto Residencial Parque São Bento; Norte: Jardim Rosália, Conjunto Habitacional Vila Réggio, Núcleo Habitacional Boa Vista, Parque Residencial Shallon e Vila Lunardi; Sudoeste: Jardim Santo Antônio, Vila Todescan e Jardim Uruguai; Sul: Jardim Nova Europa, Loteamento Telesp, Jardim Itatinga e Jardim Maria Rosa; Suleste: Parque Jambeiro, Jardim Samambaia, Jardim Esmeraldina e Jardim Tamoio.

O objetivo do alerta é estimular a população a intensificar a verificação de criadouros em casa, orientar sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, e reforçar a comunicação com moradores das áreas que passam a receber ações intensificadas para eliminar criadouros. As orientações valem para toda cidade, incluindo bairros listados na semana anterior e que não aparecem nesta edição.

A Saúde considera uma série de indicadores para elaborar o material, entre eles, incidência de casos, eventual registro de nova transmissão, necessidade de reforçar trabalhos por causa de imóveis sem acesso, densidade populacional e a comunicação sobre ações dos agentes. O alerta também se aplica aos bairros menores que estão no entorno das regiões indicadas no material.

Participação da sociedade

A luta contra as arboviroses exige uma contrapartida de toda a sociedade. A Prefeitura mantém um programa de controle e prevenção da doença. Mas cada cidadão precisa fazer a sua parte, destinando corretamente os resíduos e evitando criadouros. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde aponta que 80% dos criadouros estão dentro de casa.

Para acabar com a proliferação do mosquito é preciso evitar acúmulo de água, latas, pneus e outros objetos. Os vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias e o pratinho deve ser retirado, ou limpo com bucha, água e sabão a cada 7 dias. É importante, também, vedar a caixa d’água. Os vasos sanitários que não estão sendo usados devem ficar fechados.

Dúvidas sobre a identidade dos agentes podem ser esclarecidas pelo telefone 156 (de segunda a sexta) ou com a Defesa Civil pelo telefone 199 (fins de semana e feriados).

O que foi feito em 2025

Controle de criadouros: 1.170.637 visitas a imóveis (até 15/10)
Nebulização costal: visitas a 216.510 imóveis (até 15/10)
Nebulização veicular: 9,5 mil imóveis contemplados (até 15/10)
11 mutirões (até 28/6)
46.805 toneladas de resíduos retirados em ações (até 03/11)
137 lideranças de bairros capacitadas (de dezembro de 2024 a 7/6)
250 servidores brigadistas
300 servidores capacitados
Monitoramento de pacientes com suspeita de dengue: 77.347, sendo 23.123 reencaminhados aos serviços de saúde (desde fevereiro de 2024 até 3 de novembro de 2025)
53 capacitações para profissionais de saúde
Instalação de armadilhas contra o Aedes aegypti em pontos estratégicos