Obras do Governo no centro devem gerar 38 mil empregos
Projeto prevê mais 2,8 mil vagas formais no comércio e serviços locais
O governo de São Paulo estima que as obras do Novo Centro Administrativo, previstas para a região dos Campos Elíseos, na região central da capital, gerem 38 mil empregos diretos e indiretos. A projeção inclui postos de trabalho ao longo da construção do complexo. Após a conclusão, a expectativa é de criação de outras 2,8 mil vagas formais em atividades de comércio e serviços na região.
As estimativas foram divulgadas pelo governo estadual nesta quarta-feira (4). A administração não detalhou a distribuição das oportunidades por setor, profissão ou etapa das obras, nem informou quando devem começar a ser criados os postos. Os números são projeções associadas ao projeto e não representam vagas já abertas ou contratações confirmadas.
O empreendimento será construído por meio de uma parceria público-privada (PPP), com investimento estimado em R$ 6 bilhões e contrato de concessão de 30 anos. O projeto prevê a construção, reforma e adaptação de edifícios em uma área de aproximadamente 290 mil metros quadrados. A iniciativa é coordenada pelas secretarias estaduais de Parcerias em Investimentos e de Projetos Estratégicos.
O complexo deverá concentrar cerca de 22 mil servidores estaduais que hoje trabalham em mais de 40 endereços da cidade. A estrutura planejada reúne dez torres distribuídas em sete edifícios. Segundo o governo, a concentração de órgãos estaduais em um único local integra o projeto de requalificação da região central da capital.
A proposta inclui a restauração de 17 imóveis tombados e a construção de um novo terminal de ônibus, além da ampliação de 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel. Também estão previstos 25 mil metros quadrados destinados a comércio e serviços. O governo relaciona a criação das 2,8 mil vagas formais esperadas após a conclusão à atividade econômica que esses espaços podem receber.
Na área de transporte, o plano prevê um terminal próximo à Estação da Luz para substituir o Terminal Princesa Isabel. A nova estrutura deverá facilitar a integração entre ônibus, metrô e trem. De acordo com o cronograma informado pelo governo, a obra do terminal deve começar no primeiro ano da concessão e terminar no segundo.
Os edifícios previstos devem receber certificação LEED Gold, referência internacional para construções sustentáveis, e incorporar medidas de eficiência térmica e energética. O projeto também combina novas construções com a recuperação de imóveis existentes, incluindo prédios protegidos por tombamento. A área e o número de edificações fazem parte do escopo apresentado para a concessão.
Os dados sobre empregos foram divulgados pelo governo estadual, responsável pelo projeto. A estimativa de 38 mil vagas diz respeito ao período de execução das obras e soma empregos diretos e indiretos. Já a previsão de 2,8 mil postos formais se refere ao comércio e aos serviços locais após a conclusão do complexo. A divulgação não especifica os métodos usados para calcular as projeções nem apresenta uma previsão de salários, duração dos contratos ou perfil dos trabalhadores.
A iniciativa integra as ações anunciadas pelo Estado para requalificar o centro de São Paulo. Além da concentração de órgãos públicos, o plano reúne intervenções em mobilidade, áreas verdes, edifícios tombados e espaços comerciais. O prazo total da concessão será de 30 anos, mas o material divulgado não informa uma data prevista para a conclusão de todo o complexo.