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Prefeitura investiga novo vazamento no Smart Sampa

Arquivo reunia dados sigilosos de 17 mil câmeras; gestão nega invasões

Por Da Redação

Principal Central de monitoramento do Smart Sampa na cidade

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta terça-feira (3) uma nova investigação sobre o vazamento de dados sigilosos de 17 mil câmeras integradas ao Smart Sampa. Segundo reportagem do UOL, a falha permitiu acessar, durante cinco dias, imagens de locais privados, incluindo condomínios e imóveis ligados a autoridades. A gestão Ricardo Nunes nega ataque ao sistema e afirma que o arquivo foi repassado ilegalmente.

É a segunda apuração sobre exposição de informações do programa em menos de um mês. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que adotará medidas administrativas e legais para identificar os responsáveis pelo envio da planilha. A pasta sustenta que os links citados na reportagem não estavam disponíveis para acesso público na internet.

As câmeras estavam hospedadas em servidor da Monuv, empresa de armazenamento em nuvem para equipamentos de segurança. Entre os locais mencionados pelo UOL estão imóveis ligados ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e aos ex-presidentes Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso.

Segundo a Prefeitura, a planilha foi produzida em uma análise de cibersegurança da Prodam, iniciada em 20 de outubro a pedido do prefeito. O trabalho foi apresentado à Secretaria de Segurança Urbana para orientar medidas adicionais de proteção. A administração diz que as mais de 20 mil câmeras próprias do município não constavam no arquivo e que o serviço segue operando regularmente.

A gestão municipal afirma que as empresas parceiras mantêm a responsabilidade pela administração, operação e segurança dos equipamentos privados. A integração ao Smart Sampa, de acordo com a Prefeitura, não transfere ao município o controle dessa infraestrutura.

Em 20 de outubro, a administração já havia aberto uma investigação após denúncia de exposição de dados que permitiam acesso a mais de 58 mil câmeras. Segundo o UOL, as informações ficaram disponíveis por cerca de 11 meses. A Prefeitura atribuiu o vazamento a um agente com acesso autorizado, afastado do cargo, e negou falha na plataforma. A gestão informou que retirou o repositório do ar e reforçou a proteção com senhas exclusivas e autenticação em dois fatores após denúncia prévia.