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Nunes cobra respeito às urnas após carta de Flávio

Prefeito pede serenidade; senador questiona vitória petista sem provas

Por Da Redação

Prefeito afirmou desconhecer motivos da ida de Flávio aos EUA

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quarta-feira (28) que o resultado da eleição presidencial deve ser respeitado e que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já reconheceu o vencedor. A manifestação ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno, divulgar uma carta na qual questiona a votação e se apresenta como líder do Brasil.

Aliado do senador durante a campanha, Nunes pediu serenidade e atribuiu à oposição a tarefa de fiscalizar a próxima gestão e cobrar promessas eleitorais. Ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo (25), disse caber a condução do governo com atenção à economia e à melhoria das condições de vida da população.

A reação do prefeito foi acompanhada por uma manifestação do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Também apoiador de Flávio, ele declarou que a disputa terminou e defendeu o respeito às urnas. O governador afirmou compreender a insatisfação do candidato, mas sustentou que a atuação oposicionista deve ocorrer dentro das instituições. noticias.uol.com.br

Flávio divulgou o documento após viajar aos Estados Unidos, onde informou estar com a família. Na carta, alegou fraude eleitoral sem apresentar provas e defendeu a cassação da chapa formada por Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O senador também anunciou que pretende comandar a oposição a partir do exterior e negou que tenha fugido do país.

O texto passou por alterações. Em uma versão inicial, o parlamentar se apresentou como presidente eleito. Depois, substituiu essa identificação pela de líder do Brasil. A mudança ocorreu em meio à repercussão do documento, que também contém críticas ao Judiciário e acusações de perseguição política contra sua família. noticias.uol.com.br

Entre os pontos contestados por Flávio está a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou o horário de votação. A medida foi tomada diante de problemas no transporte público e de condições climáticas adversas, após pedidos das campanhas dos dois candidatos.

Lula recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos. A diferença para Flávio foi de aproximadamente 4,4 milhões. Menos de 35 mil votos foram registrados entre 17h e 19h, período da prorrogação. O PL reconheceu o resultado divulgado pelo TSE, embora tenha solicitado esclarecimentos à Justiça Eleitoral. O partido, portanto, adotou posição distinta da expressa pelo candidato na carta, ao admitir o desfecho anunciado pela corte eleitoral.