Coalas australianos chegam ao Aquário de São Paulo
Dupla terá vigilância veterinária regular durante adaptação no recinto
O Aquário de São Paulo abriu nesta quinta-feira (29) a visitação a dois coalas trazidos da Austrália. Com três anos de idade, a fêmea Andy e o macho King foram incorporados a um programa de conservação que prevê pesquisa e acompanhamento da saúde dos animais. O espaço fica no Ipiranga, na capital, e recebe o público das 9h às 17h.
A transferência exigiu mudanças nas instalações e na preparação dos profissionais. Antes de receber a dupla, o estabelecimento passou por avaliação e adequou sua estrutura às condições exigidas pelo governo australiano. Funcionários receberam treinamento para lidar com as necessidades da espécie, do manejo diário ao atendimento veterinário.
Agora, a adaptação ao recinto será acompanhada por equipes que observarão o comportamento e as condições de saúde dos coalas. Segundo o aquário, o trabalho inclui medicina preventiva e avaliação permanente do bem-estar. A alimentação é um dos pontos de atenção, pois esses animais têm uma dieta especializada, baseada em folhas de eucalipto.
O tempo de atividade também difere do de outros animais vistos pelo público: os coalas podem dormir até 18 horas por dia. A rotina de cuidados contempla o controle de doenças que atingem a espécie. Entre elas estão infecções associadas à bactéria Chlamydia e ao Koala Retrovirus, que serão objeto de acompanhamento pela equipe.
A chegada ocorre em um contexto de ameaça às populações que vivem na natureza. A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) classifica o coala como vulnerável à extinção. Originária da Austrália, a espécie sofre com a redução das áreas onde encontra alimento e abrigo, além da separação desses territórios em fragmentos.
A urbanização e a transmissão de doenças somam-se às pressões ambientais. Ondas de calor, secas e outras consequências das mudanças climáticas afetam os habitats. Entre 2019 e 2020, incêndios de grandes proporções na Austrália agravaram a situação ao atingir áreas ocupadas por populações de coala.
De acordo com a instituição, o programa ao qual Andy e King estão vinculados tem oito frentes de atuação. Além da pesquisa e dos cuidados com os animais, há atividades de educação ambiental. Segundo o aquário, a dupla servirá para abordar a conservação dos habitats e os impactos do clima sobre a biodiversidade.