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MP paulista pede condenação de Cariani por tráfico

Defesa contesta acusações e diz que espera a sua absolvição

Por Da Redação

A defesa de Cariani declarou confiar em um julgamento baseado na análise isenta das provas e na absolvição do influenciador

O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça a condenação do empresário e influenciador Renato Cariani por associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro. Ele responde ao processo em liberdade. A defesa contesta as acusações e afirma que vai pedir a absolvição.

A Promotoria também pediu a condenação de Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira pelos mesmos crimes. Em relação a Roseli Dorth, sócia de Cariani na Anidrol Produtos para Laboratórios, e Andréia Domingues Ferreira, o órgão solicitou a absolvição.

Segundo o MP, a empresa, sediada em Diadema, na Grande São Paulo, simulou vendas de produtos químicos em 59 ocasiões. Os insumos teriam sido desviados para o preparo de drogas, especialmente cocaína e crack. A acusação sustenta que Cariani participou da elaboração de pedidos fictícios para justificar a saída do material. O órgão atribui aos acusados 59 crimes de tráfico de insumos e 59 de lavagem de dinheiro, além de crime de associação para o tráfico de drogas.

Os promotores afirmam que o empresário autorizou a retirada de produtos fora do expediente e apresentou à Polícia Federal comprovantes com placas e documentos falsos. O MP também aponta mensagens com um policial civil ligado à fiscalização de produtos químicos como indícios de que Cariani conhecia o uso das substâncias no preparo de drogas e buscava interferir no controle das operações.

As investigações começaram em 2019, após a AstraZeneca informar ao Ministério Público que não reconhecia operações registradas em notas fiscais emitidas pela Anidrol em 2017. Segundo a apuração, Fábio criou um e-mail falso em nome de um suposto funcionário da farmacêutica e intermediava o fornecimento dos produtos. Cariani foi alvo da Operação Hinsberg, da PF, em dezembro de 2023.

O advogado Aldo Romani Netto afirmou que o pedido de condenação era esperado, pois mantém a tese sustentada pela acusação desde o início da ação. Segundo ele, o processo está na fase de alegações finais da defesa, que pretende responder aos argumentos do MP com base nas provas produzidas durante a instrução.

A defesa declarou confiar em um julgamento baseado na análise isenta das provas e na absolvição do influenciador. O pedido do Ministério Público ainda depende de decisão judicial.