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Justiça estende prisão de Milton Leite por 30 dias

Ex-vereador é investigado por suspeita de elo com PCC nos ônibus de SP

Por Da Redação

Milton Leite se apresentou às autoridades na Grande São Paulo

A Justiça de São Paulo prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite. A decisão também alcança outros investigados na Operação Vectura Corrupta, que apura a suspeita de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público paulistano.

Leite está preso em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, desde 18 de setembro, quando se apresentou à Polícia Civil. O mandado contra ele havia sido expedido no dia anterior. O ex-vereador nega as acusações e afirma que pretende demonstrar sua inocência durante a apuração. Na ocasião, o ex-parlamentar declarou confiar na Justiça e no trabalho desenvolvido pela Polícia Civil.

Segundo a investigação, Leite teria participação direta na operação de empresas de ônibus que estariam sob influência da facção. Os investigadores também o apontam como proprietário de fato da Transwolff. Essas suspeitas integram a apuração sobre a atuação do grupo no sistema de transporte da capital.

A operação foi deflagrada em 17 de setembro, com 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. As ordens abrangiam endereços em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. A investigação inclui empresas, licitações, articulações políticas e financiamento de campanhas eleitorais.

Entre os nomes relacionados pela Polícia Civil estão Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, e Danilo Marco Morgado Silva, ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande. A apuração também examina a possível participação de advogados que atuariam em benefício da organização criminosa.

Em 20 de setembro, um escritório ligado ao ex-vereador foi furtado em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Câmeras registraram a saída de invasores do imóvel, localizado na Rua General Bráulio Guimarães. O grupo levou um HD que armazenava gravações do circuito de segurança e deixou mais de R$ 19 mil em dinheiro no local.

Policiais encontraram documentos revirados, cartões bancários, talões e um Bilhete Único. Parte dos objetos e do dinheiro foi apreendida. A Secretaria da Segurança Pública informou que a Polícia Civil investiga o furto e que a perícia foi acionada. A ocorrência foi registrada no 11º Distrito Policial, em Santo Amaro.

Após a prisão, Alexandre Leite, filho do ex-vereador, contestou a medida em vídeo nas redes sociais. Ele atribuiu aos advogados a condução da defesa e disse que a família considera a detenção injusta.