Nunes chama Haddad de "sempre perdedor" após crítica
Prefeito cita derrotas do petista após acusação de barrar ato com Lula
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), rebateu no sábado (3) as críticas de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo paulista, sobre a realização de uma caminhada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em declaração ao Poder360, Nunes mencionou derrotas eleitorais do adversário e comparou a trajetória do petista com seus dois mandatos como vereador e sua reeleição à prefeitura.
A resposta ocorreu depois de Haddad acusar o prefeito de tentar impedir a mobilização e fazer uma referência depreciativa à passagem de Nunes pela Câmara Municipal. Ao reagir, o prefeito associou o candidato a um histórico de insucessos nas urnas. A troca de críticas ocorreu na véspera do 1º turno das eleições, durante o encerramento da campanha de Lula na capital.
O ato percorreu a rua Augusta em direção à praça Roosevelt, com concentração nas proximidades da avenida Paulista. Segundo a cobertura do Poder360, a caminhada começou por volta das 11h30 e teve um trajeto de cerca de 1,8 quilômetro. Lula participou acompanhado de integrantes das chapas que disputam a Presidência e cargos em São Paulo.
Antes do início do deslocamento, organizadores e policiais militares discutiram sobre a movimentação dos trios elétricos. Agentes se aproximaram dos veículos para que começassem a seguir o percurso. O secretário nacional de Organização do PT, Laércio Ribeiro, posicionou-se à frente de um dos caminhões e pediu que os apoiadores ocupassem aquele espaço.
Em nota, a Polícia Militar informou que acompanhava a manifestação para proteger os participantes, pedestres e motoristas e manter a circulação no entorno. A corporação afirmou que buscava contato com as lideranças para orientar o público e prevenir acidentes. Também relatou articulação com os órgãos responsáveis pelo trânsito para avaliar ajustes e possíveis interdições.
O PT já havia questionado a atuação da prefeitura durante a semana. O partido sustentou que medidas municipais criavam dificuldades para organizar a caminhada e poderiam ser interpretadas como uma tentativa de prejudicar a mobilização por motivos políticos. Essa avaliação foi apresentada pela legenda, que atribuiu à administração municipal responsabilidade pelo impasse.
Participaram do evento o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a primeira-dama Janja da Silva e as candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Tebet criticou as dificuldades para ocupar a região da Paulista. Janja também dirigiu críticas a Nunes durante a caminhada.