Jardim Pantanal continua alagado após fortes chuvas da semana passada

Água recua devagar e mantém moradores ilhados na zona leste paulistana

Por Da redação

Famílias em áreas de risco vêm sendo removidas, diz Prefeitura de SP

Ruas do Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, permanecem alagadas após as chuvas intensas. Mesmo com a redução do nível da água em alguns pontos, moradores enfrentam dificuldades para sair de casa, circular pelo bairro e retirar bens atingidos pela enchente.

O transbordamento do rio Tietê alcançou vias e casas da região, localizada em área de várzea. Em trechos onde a água continua mais alta, o deslocamento é feito a pé, por embarcações improvisadas ou com ajuda de vizinhos.

A inundação começou após o período de chuva forte que atingiu a Grande São Paulo. O acumulado elevou o nível de rios e córregos e provocou alagamentos. No Jardim Pantanal, a água invadiu residências, danificou móveis e eletrodomésticos e espalhou lama pelas ruas. Famílias relatam perdas materiais e dificuldade para retomar a rotina.

Além dos danos dentro das casas, o alagamento afeta o acesso a serviços e o deslocamento para o trabalho e a escola. A permanência da água também amplia a preocupação com contaminação, presença de animais peçonhentos e doenças transmitidas pelo contato com a enchente.

O Jardim Pantanal convive com episódios recorrentes de inundação por estar próximo ao Tietê e ocupar áreas baixas. Moradores cobram medidas para melhorar a drenagem e reduzir o impacto das cheias. Também pedem assistência para as famílias afetadas, retirada da água acumulada, limpeza das vias e apoio na recuperação dos imóveis.

A Prefeitura de São Paulo afirma que mantém ações na região por meio do Plano Recupera Pantanal. Segundo a gestão municipal, famílias instaladas em áreas consideradas de risco vêm sendo removidas e encaminhadas para auxílio-aluguel ou indenização. O programa também prevê obras de drenagem, contenção e construção de moradias.

A administração municipal informou ainda que equipes atuam no atendimento emergencial e no monitoramento dos pontos atingidos. A Sabesp disponibilizou equipamentos de bombeamento para ajudar no escoamento. A Defesa Civil avalia as condições do bairro e acompanha a previsão do tempo diante do risco associado ao solo encharcado.

Enquanto a água não baixa completamente, moradores tentam limpar as casas e contabilizar os prejuízos. A normalização depende do escoamento nos trechos ainda cobertos e das condições meteorológicas nos próximos dias.