Tarifa de gás fica estável para casas e comércio

Arsesp reajusta valores para indústrias atendidas por Comgás e Necta

Por Da Redação

O ajuste também estabelece tabelas para o chamado Cativo Verde, destinado a consumidores cativos abastecidos com biometano pela concessionária.

As tarifas de gás canalizado para consumidores residenciais e comerciais atendidos pela Comgás e pela Necta permanecerão sem alteração no Estado de São Paulo. A decisão faz parte do ajuste trimestral de setembro de 2026 realizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). Para outros segmentos, porém, os custos foram atualizados.

No caso da Comgás, o custo total considerado nas tarifas dos demais consumidores, com exceção do segmento térmico, passa para R$ 2,629087 por metro cúbico, sem impostos. O valor representa aumento de 11% em comparação com o patamar anterior. Com PIS/Cofins, chega a R$ 2,885935 por metro cúbico.

Para consumidores industriais da Comgás, a estimativa é de aumento de 7,2% na fatura para quem utiliza 50 mil metros cúbicos por mês. O impacto sobe para 9,3% no consumo de 1 milhão de metros cúbicos e para 9,9% entre usuários que chegam a 10 milhões de metros cúbicos mensais. No segmento térmico cativo, o custo com PIS/Cofins será de R$ 2,312196 por metro cúbico.

Na área atendida pela Necta, o custo dos segmentos que terão atualização passa para R$ 2,370058 por metro cúbico, sem impostos, alta de 7,7%. Com a incidência de PIS/Cofins, o valor alcança R$ 2,611346.

O efeito previsto nas contas dos consumidores industriais da Necta varia conforme o volume utilizado. Para consumo mensal de 50 mil metros cúbicos, a estimativa é de aumento de 5,1%. A variação chega a 5,7% para 1 milhão de metros cúbicos e a 6% para 10 milhões de metros cúbicos. Para o segmento térmico cativo, o custo com tributos será de R$ 2,445566 por metro cúbico.

O ajuste também estabelece tabelas para o chamado Cativo Verde, destinado a consumidores cativos abastecidos com biometano pela concessionária.

Os reajustes trimestrais consideram as variações dos custos de aquisição e transporte do gás e os saldos das contas gráficas. Esse mecanismo registra diferenças entre os valores previstos nas tarifas e os custos efetivamente pagos pelas distribuidoras. Para segmentos que não sejam residenciais ou comerciais, esses componentes são atualizados a cada três meses.

Os valores tarifários e as datas de início da aplicação serão definidos nas respectivas deliberações da Arsesp.