Campanha contra violência chega aos estádios de SP
Filme da Prefeitura exibido no jogo Palmeiras x Santos nesta quarta-feira em SP
A Prefeitura de São Paulo começou a levar aos estádios da capital uma campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres. A iniciativa teve início nesta quarta-feira (26), durante a partida entre Palmeiras e Santos, pela Copa do Brasil, com a exibição de um filme institucional produzido para chamar a atenção para a relação entre jogos de futebol e registros de agressões contra mulheres.
Segundo o material divulgado pela Prefeitura, dados de um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam aumento de 30% nos casos de violência contra mulheres em dias de partidas de futebol. A campanha utiliza o dado para abordar a responsabilidade da sociedade diante da violência de gênero.
O filme apresenta a mensagem de que “homem que bate em mulher é covarde” e também responsabiliza pessoas que presenciam situações de violência e não interferem ou buscam ajuda. A proposta é utilizar os espaços de grande circulação nos estádios para ampliar a divulgação de informações sobre prevenção, acolhimento e proteção.
O prefeito Ricardo Nunes afirmou que a veiculação da campanha durante as partidas tem objetivo educativo e pretende contribuir para a conscientização do público sobre o problema. Segundo ele, a iniciativa busca chamar a atenção para os dados registrados em dias de jogos e estimular a redução dos casos de violência contra mulheres.
O dado utilizado na campanha integra a segunda edição do estudo “Futebol e Violência contra a Mulher”, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A pesquisa analisou o período entre 2023 e 2025 e cruzou registros policiais com tabelas de partidas de futebol de clubes de Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.
A campanha foi apresentada durante o VII Seminário de Enfrentamento à Violência Doméstica da Prefeitura de São Paulo, realizado nesta terça-feira (25) e quarta-feira (26). Além de abordar a ocorrência de violência em dias de jogos, a iniciativa apresenta informações sobre os serviços municipais destinados ao atendimento de mulheres em situação de violência.
A rede municipal reúne serviços de diferentes áreas e atua em ações de prevenção, acolhimento, orientação e proteção. Entre os atendimentos estão o acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas e o encaminhamento para serviços especializados. A Prefeitura também mantém Unidades Móveis, que levam atendimento e orientação a regiões onde não há equipamentos fixos de atendimento.
Outro ponto apresentado pela campanha é a autonomia econômica das mulheres. A Prefeitura afirma que o acesso a renda e a condições de independência financeira faz parte das estratégias de proteção e de redução da vulnerabilidade diante de situações de violência.
A iniciativa também reforça que mulheres em situação de violência podem recorrer aos serviços públicos disponíveis na capital. Em casos de emergência ou risco imediato, os contatos indicados são o 153, da Guarda Civil Metropolitana, e o 190, da Polícia Militar, ambos com atendimento 24 horas.
A Casa da Mulher Brasileira também oferece acolhimento e orientação durante 24 horas. O atendimento pode ser solicitado pelo telefone (11) 3275-8000 ou pelo e-mail cmb@prefeitura.sp.gov.br. O serviço integra a rede de atendimento voltada a mulheres em situação de violência.
Também estão disponíveis os serviços da Inspetoria de Defesa da Mulher e Ações Sociais (IDMAS), pelo e-mail gcmidmas@prefeitura.sp.gov.br, e da Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180. O número 156 pode ser utilizado para informações sobre serviços municipais.
A Prefeitura informou que a campanha será levada a outros estádios de futebol da cidade. A estratégia prevê o uso das partidas como espaço para divulgação de informações sobre violência contra mulheres e sobre os serviços públicos de proteção e atendimento.
A mensagem central da iniciativa relaciona prevenção, acolhimento e proteção. O material afirma que o enfrentamento da violência contra a mulher envolve a criação de caminhos para que vítimas tenham acesso a atendimento e possam buscar alternativas para interromper situações de violência.