Brasil busca mais espaço no mercado de cruzeiros
CLIA Brasil reúne líderes globais para discutir a expansão do setor
Com impacto econômico de R$ 5,43 bilhões, a indústria de cruzeiros coloca em debate nesta quarta-feira (26), em Brasília, um desafio que vai além da demanda: como tornar o Brasil mais competitivo na disputa pelos navios que circulam pelo mundo. O tema está no centro do 8º Fórum CLIA Brasil, com autoridades, executivos das principais companhias, portos e representantes do setor.
A próxima temporada terá oito navios e oferta de 831 mil leitos no país. O potencial brasileiro, porém, convive com uma competição internacional direta. Como as embarcações podem ser deslocadas entre diferentes regiões, a decisão de posicionar um navio considera demanda, atratividade dos destinos, custos, infraestrutura e condições de operação.
Ambiente regulatório, custos operacionais, infraestrutura portuária, conectividade, segurança jurídica e previsibilidade são pontos centrais. São fatores que interferem no planejamento das companhias e na capacidade do Brasil de ampliar presença nos itinerários internacionais.
A participação de Bud Darr, presidente e CEO da CLIA Global, ao lado de dirigentes de Costa, Norwegian, MSC e Royal Caribbean, permite confrontar a realidade brasileira com outros mercados. O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, também participa do encontro, aproximando o debate empresarial das políticas públicas.
A infraestrutura ganha atenção especial. Novos terminais de passageiros e investimentos nos portos entram na discussão sobre como ampliar a capacidade de receber navios e melhorar as condições oferecidas às companhias. Dados da CLIA e da FGV ajudam a dimensionar os efeitos do setor sobre empregos, arrecadação e movimentação econômica.
"Reunimos diferentes elos da cadeia produtiva e representantes do poder público para discutir caminhos que contribuam para um ambiente de negócios mais competitivo, previsível e atrativo para os investimentos", afirma Marco Ferraz, presidente executivo da CLIA Brasil.
O desafio é transformar potencial em competitividade e criar condições para que o Brasil não apenas receba cruzeiros, mas amplie sua participação nas decisões globais sobre onde os grandes navios vão operar.