Candidato a deputado e três vereadores são alvo de operação contra suspeita de ligação com o PCC
Emerson Rocha, conhecido como Felipinho (Podemos), foi preso. A mulher dele, que está no exterior, também é alvo de mandado de prisão.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou nesta quinta-feira (20) a Operação Cátaros, que investiga uma possível ligação entre políticos de Cotia, na Grande São Paulo, e integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). O principal alvo é o candidato a deputado estadual Emerson Rocha, conhecido como Felipinho, do Podemos, que foi preso durante a ação.
Segundo a investigação, Rocha seria responsável por um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado. Três vereadores de Cotia também são investigados: Eduardo Nascimento (PSB), Sergio Luiz de Freitas, o Serginho Luiz (PSB), e Yago Bezerra Neres (União Brasil). A Câmara Municipal de Cotia está entre os locais onde foram realizadas buscas.
Ao todo, a operação cumpre dois mandados de prisão e 21 de busca e apreensão em municípios de São Paulo e em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. As medidas também atingem outros investigados, além dos políticos. Veículos, celulares, computadores, documentos, dinheiro em espécie, armas, munições e coletes à prova de bala estão entre os itens apreendidos durante a operação, segundo informações divulgadas nesta manhã.
A mulher de Emerson Rocha também é alvo de um mandado de prisão. Ela está no exterior e, por isso, não havia sido localizada pelas autoridades até a última atualização da operação.
A investigação apura qual teria sido a participação de cada um dos alvos na suposta relação com o PCC. No caso dos vereadores, o MP-SP aponta possíveis vínculos com Emerson Rocha, mas a natureza e a extensão dessas relações ainda são objeto de apuração.
A operação conta com a participação de 96 policiais militares do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e 80 policiais civis. As diligências ocorrem em Cotia, São Paulo, Jandira, São Lourenço da Serra e Balneário Camboriú.
Emerson Rocha havia se filiado ao Podemos em março deste ano e vinha sendo apresentado como candidato a deputado estadual pela legenda. Registros publicados antes da operação mostram que sua candidatura já vinha sendo articulada politicamente em Cotia.
As investigações continuam para esclarecer a eventual participação dos suspeitos no esquema. Os vereadores citados ainda não haviam se manifestado sobre a operação na manhã desta quinta-feira.