São Caetano tem maior longevidade na Grande SP
Morador da cidade vive, em média, 16 anos a mais que o de Morato
O primeiro Mapa da Desigualdade da Região Metropolitana de São Paulo identificou diferenças de até 16 anos na idade média ao morrer entre os 39 municípios analisados. Divulgado pela Rede Nossa São Paulo e pelo Instituto Cidades Sustentáveis, o levantamento reúne 40 indicadores para comparar condições de vida na Grande São Paulo.
São Caetano do Sul apresentou a maior idade média ao morrer, com 76 anos. No outro extremo, Francisco Morato registrou 60 anos, o menor resultado entre as cidades avaliadas. A diferença entre os dois municípios é de 16 anos. Santo André aparece em seguida, com média de 71 anos, enquanto a capital paulista ocupa a terceira posição, com 69 anos.
Além de São Caetano do Sul e Santo André, nenhuma outra cidade ultrapassou 70 anos nesse indicador. Segundo o levantamento, 14 municípios apresentaram idade média ao morrer inferior a 65 anos. O dado é usado como um dos indicadores para retratar diferenças nas condições de saúde e qualidade de vida.
A área da saúde concentra 14 dos indicadores do mapa. Entre os dados analisados estão desnutrição infantil, cobertura vacinal, mortalidade infantil, mortalidade materna, idade média ao morrer e gravidez na adolescência, inclusive com recortes relacionados à raça.
O levantamento também considera educação, segurança pública, habitação, transporte, saneamento básico, meio ambiente, cultura e renda. A proposta é permitir a comparação entre os municípios e identificar diferenças na oferta de serviços e nas condições sociais.
No ranking geral, que reúne os 40 indicadores, São Caetano do Sul ficou na primeira colocação, com 29 pontos. A cidade foi seguida por Santana de Parnaíba e Ribeirão Pires. Pirapora do Bom Jesus ficou na última posição. São Paulo apareceu em 16º lugar.
Para elaborar o estudo, foram utilizadas bases públicas de diferentes órgãos, entre eles o IBGE, o DataSUS, o Inep e o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Sinisa).
Os dados mostram que municípios próximos geograficamente podem apresentar resultados distintos em indicadores sociais. A comparação não estabelece, isoladamente, uma relação de causa e efeito entre um indicador específico e a longevidade, mas oferece um retrato das diferenças existentes na Região Metropolitana de São Paulo.
O Mapa da Desigualdade é a primeira edição do levantamento voltado especificamente aos 39 municípios da região metropolitana. As informações buscam subsidiar o acompanhamento das desigualdades entre cidades da região metropolitana.