São Paulo volta ao Top 100 estudantil mundial
Cidade reaparece no ranking QS após ficar fora da lista anterior
A cidade de São Paulo voltou a figurar entre as 100 melhores do mundo para estudantes universitários, de acordo com a edição mais recente do ranking QS Best Student Cities. Após ficar fora do grupo na classificação anterior, a capital paulista retornou à lista elaborada pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS), que avalia municípios considerados atrativos para quem busca formação no ensino superior.
O levantamento reúne cidades de diferentes continentes e leva em consideração uma série de indicadores relacionados ao ambiente acadêmico, à qualidade das instituições de ensino, às oportunidades de carreira, ao custo de vida, à diversidade da comunidade estudantil e à percepção dos próprios alunos sobre a experiência de viver e estudar em cada local.
Na edição mais recente, São Paulo aparece na 98ª posição, retornando ao grupo das cem primeiras colocadas depois de não integrar essa faixa do ranking anterior. Entre as cidades brasileiras avaliadas, a capital paulista segue como a mais bem posicionada, enquanto o Rio de Janeiro também figura na classificação, porém em colocação inferior.
Segundo a QS, um dos principais fatores que favorecem São Paulo é a concentração de universidades de destaque internacional. A cidade abriga instituições reconhecidas em rankings globais, como a Universidade de São Paulo (USP), além de outras universidades públicas e privadas que contribuem para a oferta de cursos de graduação e pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.
Além da presença de instituições de ensino, a metrópole também se destaca pelo mercado de trabalho, especialmente pela concentração de empresas nacionais e multinacionais, centros de pesquisa, startups e polos de inovação. Esses aspectos são considerados pela QS no indicador de empregabilidade, que mede o potencial de inserção profissional dos estudantes após a conclusão dos cursos.
Outro aspecto levado em conta pela metodologia é a diversidade da população estudantil. A QS analisa fatores como a presença de estudantes internacionais, o ambiente multicultural e as oportunidades de integração acadêmica e social oferecidas pelas cidades avaliadas. Também entram na composição da nota critérios relacionados à qualidade de vida, infraestrutura urbana e percepção dos próprios universitários sobre a experiência de estudar naquele destino.
Apesar do retorno ao grupo das cem melhores, São Paulo ainda enfrenta desafios em indicadores ligados ao custo de vida. A capital brasileira costuma receber pontuação mais baixa nesse quesito devido às despesas com moradia, transporte e alimentação, fatores que podem impactar estudantes, especialmente os vindos de outras regiões do país e do exterior. A metodologia da QS considera esses custos na avaliação geral das cidades.
No cenário internacional, a liderança do ranking permanece concentrada em grandes centros acadêmicos. A edição mais recente é liderada por Seul, na Coreia do Sul, seguida por Tóquio, no Japão, e Londres, no Reino Unido. Também aparecem entre as primeiras colocações cidades como Munique, Melbourne, Sydney, Berlim, Paris, Zurique e Viena, reconhecidas pela concentração de universidades de excelência e pela infraestrutura voltada à vida universitária.
O QS Best Student Cities é publicado anualmente e utiliza dados próprios da consultoria, combinados com informações sobre desempenho universitário e pesquisas de percepção realizadas com estudantes. O objetivo é oferecer um panorama das cidades que reúnem melhores condições para quem pretende cursar o ensino superior, considerando tanto a qualidade acadêmica quanto aspectos da vida cotidiana e das perspectivas profissionais.