Capital tem alta de mortes no trânsito em 2026

Infosiga aponta avanço de vítimas em acidentes com motociclistas

Por Da Redação

A capital contabilizou 489 mortes, alta de 1,2%. Foto da Marginal Pinheiros

A cidade de São Paulo registrou aumento no número de mortes no trânsito no primeiro semestre de 2026, impulsionado principalmente pelos acidentes envolvendo motociclistas. Os dados são do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito (Infosiga), plataforma administrada pelo Detran-SP que monitora os óbitos em ocorrências de trânsito em todo o estado.

Entre janeiro e junho deste ano, a capital contabilizou 489 mortes, contra 483 no mesmo período de 2025, alta de 1,2%. O crescimento foi puxado pelos acidentes com motos, que seguem concentrando a maior parcela das vítimas fatais na cidade.

Os números mostram que 238 motociclistas morreram em acidentes de trânsito na capital durante o primeiro semestre, ante 220 no mesmo intervalo do ano passado, aumento de 8,2%. O resultado faz de 2026 o segundo primeiro semestre mais letal para motociclistas desde o início da série histórica do Infosiga, em 2015, ficando atrás apenas de 2024, quando foram registrados 239 óbitos.

Somente em junho, 50 motociclistas perderam a vida nas vias da cidade, o maior número mensal registrado neste ano. Enquanto as mortes de motociclistas avançaram, outras categorias apresentaram comportamento diferente. Entre os ocupantes de automóveis, por exemplo, houve redução de 22% nas mortes em relação ao primeiro semestre de 2025, totalizando 38 vítimas fatais.

O Infosiga reúne informações provenientes de boletins de ocorrência, registros policiais e dados da área da saúde, permitindo acompanhar o perfil das vítimas e a evolução dos acidentes de trânsito. As estatísticas subsidiam ações de fiscalização, planejamento viário e políticas públicas voltadas à segurança no trânsito.

Os dados também refletem o aumento da circulação de motocicletas na capital. De acordo com informações da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a frota de motos na cidade cresceu cerca de 4,5% na comparação anual, passando de aproximadamente 1,32 milhão para 1,38 milhão de veículos. Especialistas apontam que a maior exposição dos motociclistas ao tráfego urbano, aliada a fatores como excesso de velocidade, desrespeito às normas de circulação e maior utilização das motos para trabalho, contribui para o elevado número de vítimas fatais.

Na comparação com o restante do estado, o cenário da capital destoou dos indicadores gerais. Enquanto a cidade registrou aumento de 1,2% nas mortes no trânsito no primeiro semestre, o Estado de São Paulo apresentou redução de 6% no número de óbitos, passando de 3.051 para 2.869 vítimas no período, segundo o Infosiga.