Reservatório da Anhaia Mello opera neste ano
Obra de R$ 166,6 milhões deve reduzir alagamentos na Zona Leste
A Prefeitura de São Paulo informou que o novo reservatório de contenção de cheias em construção na Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Mello, na Zona Leste, deve entrar em operação até o fim de 2026. O equipamento integra o sistema de drenagem do córrego da Mooca e tem como objetivo reduzir os impactos das enchentes em bairros da região.
A obra está sendo executada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) e pela SPObras, com investimento de R$ 166,6 milhões. O reservatório está sendo implantado no Centro Esportivo Vila Alpina – Arthur Friedenreich, em uma área de aproximadamente 13,8 mil metros quadrados. Segundo a administração municipal, mais de 30% da construção já foi concluída.
De acordo com o projeto, a estrutura terá 15 metros de profundidade e capacidade para armazenar 134,5 mil metros cúbicos de água da chuva, volume equivalente a cerca de 54 piscinas olímpicas. O sistema contará com seis bombas hidráulicas para o escoamento da água acumulada, com capacidade conjunta superior a 4.200 litros por segundo, além de um equipamento adicional destinado às operações de manutenção e limpeza.
A expectativa da prefeitura é que o reservatório contribua para diminuir os alagamentos registrados com frequência nos bairros da Mooca, Vila Prudente, São Lucas e Sapopemba. A estimativa é de que cerca de 500 mil moradores sejam beneficiados pela intervenção.
Após a conclusão das obras, a área onde ficará o reservatório será coberta por uma laje de concreto, permitindo a reconstrução da infraestrutura do centro esportivo. O projeto prevê a implantação de quadra de tênis, quadra poliesportiva, dois campos de futebol, pista de atletismo e playground sobre a estrutura.
Na etapa já executada, foram retirados aproximadamente 70 mil metros cúbicos de terra, volume equivalente a cerca de 5 mil caminhões basculantes, segundo dados da prefeitura.
A administração municipal também informou que o projeto passou por alterações para reduzir os impactos ambientais. Conforme divulgado, a quantidade de árvores que precisarão ser removidas foi reduzida de 295 para 102 exemplares. O plano prevê ainda a preservação de 126 árvores, o transplante de outras 80 e o plantio compensatório de 377 mudas ao longo da execução da obra.