Ricardo Nunes diz que linhas da Transunião seguirão em operação após ação policial
Prefeito de São Paulo afirma que transporte seguirá funcionando normalmente e avalia intervenção na empresa investigada por suposta ligação com o PCC
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quinta-feira (25) que os serviços prestados pela empresa de ônibus Transunião continuarão funcionando normalmente, apesar da Operação Última Parada, que investiga supostas ligações da concessionária com o crime organizado.
Segundo o prefeito, a prioridade da administração municipal é garantir a continuidade do transporte público para os passageiros que utilizam as linhas operadas pela empresa. Nunes informou ainda que avalia a possibilidade de decretar intervenção na Transunião, mas aguarda acesso aos detalhes da decisão judicial que autorizou a operação.
“Quero fazer a intervenção, só preciso tomar conhecimento do despacho do juiz”, declarou.
De acordo com o prefeito, a Prefeitura acompanha os desdobramentos da investigação sem comprometer a prestação do serviço à população.
“Estamos acompanhando o desdobramento da operação ao mesmo tempo em que temos toda a atenção para que o serviço funcione plenamente, o que tem ocorrido normalmente desde as primeiras horas da manhã”, afirmou.
Nunes também ressaltou que sua gestão já adotou medidas semelhantes em casos anteriores envolvendo empresas do setor de transporte suspeitas de ligação com organizações criminosas.
“Gostaria de lembrar que assinei dois decretos em 2024 para romper contratos com uma empresa de ônibus que teria relação com o crime organizado. Nossa gestão mantém o compromisso de oferecer o melhor serviço para os 7 milhões de passageiros diariamente na cidade”, disse.
Transunião é alvo de investigação
A Operação Última Parada foi deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo para apurar um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio da empresa Transunião.
A Justiça determinou o afastamento da diretoria da companhia e autorizou medidas patrimoniais contra os investigados, incluindo bloqueio de contas bancárias, imóveis, veículos e embarcações.
Apesar da investigação, a Prefeitura informou que as linhas operadas pela empresa seguem funcionando normalmente e sem prejuízos aos usuários.
Histórico de operações no transporte público
A Transunião é a terceira concessionária do sistema municipal de transporte coletivo a ser alvo de investigações por suspeitas de ligação com facções criminosas.
Em abril de 2024, as empresas UpBus e Transwolff foram atingidas pela Operação Fim da Linha, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo. As investigações apontaram um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao PCC.
Após a operação, a gestão municipal rescindiu os contratos das duas empresas. As linhas anteriormente operadas pelas concessionárias passaram a ser administradas pelas empresas Sancetur e Alfa RodoBus.
A Prefeitura informou que tomará as medidas administrativas necessárias em relação à Transunião assim que for oficialmente notificada pelas autoridades competentes.