Linha 6-Laranja prevê abertura parcial com seis estações em São Paulo

Trecho inicial deve ligar Freguesia do Ó a Perdizes antes da expansão da linha

Por Da Redação

Até o final de 2026, a operação deve chegar ao bairro da Brasilândia, na Zona Norte

A Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo deve iniciar a operação assistida ainda em junho, conforme previsão divulgada pelo Governo do Estado. A primeira etapa do novo ramal prevê o funcionamento de seis estações entre João Paulo I, na região da Freguesia do Ó, e Perdizes, na zona oeste da capital. A abertura parcial permitirá o início do atendimento aos passageiros enquanto as demais etapas da obra seguem em execução.

Considerada uma das principais expansões do sistema metroviário paulista nas últimas décadas, a Linha 6-Laranja terá cerca de 15 quilômetros de extensão quando estiver totalmente concluída. O trajeto completo ligará Brasilândia, na zona norte, à estação São Joaquim, na região central. A expectativa é que a linha transporte aproximadamente 633 mil passageiros por dia e reduza significativamente o tempo de deslocamento entre os extremos do percurso.

O cronograma divulgado pelo governo estadual prevê a chegada da operação até Brasilândia até o fim de 2026. Já as estações localizadas entre Perdizes e São Joaquim deverão ser entregues ao longo de 2027, concluindo o projeto.

A antecipação da abertura do primeiro trecho representa uma mudança em relação ao planejamento anterior, que previa a inauguração das primeiras estações apenas no segundo semestre deste ano. Com a entrada em funcionamento parcial, os usuários poderão utilizar uma parte da nova infraestrutura antes da conclusão integral do corredor.

A estação João Paulo I será o ponto inicial da operação. Localizada na Avenida Miguel Conejo, na Freguesia do Ó, a parada terá integração com um terminal de ônibus e foi construída a mais de 40 metros de profundidade. A proximidade com equipamentos públicos de saúde também deverá ampliar a acessibilidade para moradores da região.

Na sequência do trajeto está a estação Freguesia do Ó, também situada na Avenida Miguel Conejo. O local fica próximo ao Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó e ao Cemitério da Freguesia do Ó, em uma das áreas mais antigas da capital paulista.

A estação Santa Marina será outro ponto de embarque do trecho inicial. Com acessos pela Avenida Santa Marina, Praça Doutor Pedro Corazza e Avenida Marquês de São Vicente, a estrutura foi implantada em uma região marcada pela presença de universidades, centros esportivos e empresas de comunicação. O local também ficará próximo a instituições de ensino superior, reforçando a característica da Linha 6-Laranja de conectar importantes polos educacionais da cidade.

Já a estação Água Branca terá papel estratégico na integração do transporte sobre trilhos. O terminal fará conexão com as linhas 7-Rubi e 8-Diamante da CPTM, ampliando as opções de deslocamento para passageiros que utilizam diferentes modais. No futuro, a estação também deverá receber o Trem Intercidades, projeto que pretende ligar São Paulo a Campinas.

Outro ponto do trecho inicial será a estação Sesc-Pompeia, implantada na Avenida Pompeia. A parada ficará próxima de centros culturais, áreas comerciais e equipamentos esportivos, incluindo o Allianz Parque e o Sesc Pompeia, locais que recebem grande circulação de público em eventos culturais, esportivos e de entretenimento.

A estação Perdizes será, inicialmente, o limite operacional da linha em direção ao centro da cidade. Localizada na Rua Apiacás, a estrutura está próxima do Parque da Água Branca e do Museu das Culturas Indígenas. Após a conclusão das próximas fases, a linha avançará por bairros como Pacaembu, Higienópolis, Bela Vista e Liberdade até alcançar São Joaquim.

Além da expansão da Linha 6-Laranja, o governo estadual mantém outros projetos voltados à mobilidade urbana. Entre eles estão a ampliação da Linha 2-Verde em direção a Guarulhos, a extensão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra, a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e a implantação do Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas.

A Linha 6-Laranja também marca a adoção de um modelo de parceria público-privada em que a mesma concessionária é responsável pela construção e pela futura operação do sistema. As obras chegaram a ser interrompidas em anos anteriores, mas foram retomadas em 2020 após mudanças na estrutura do projeto. Com a aproximação da abertura do primeiro trecho, o empreendimento entra na fase final para se tornar uma nova alternativa de transporte para moradores das zonas norte, oeste e central da capital paulista.