Caiado propõe tratar facções como terrorismo na Amazônia
Zema participa de encontro com foco em segurança pública
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu nesta segunda-feira (25) que facções criminosas passem a ser enquadradas como organizações terroristas no Brasil. A declaração foi feita durante encontro com empresários em São Paulo que reuniu também o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em um debate sobre segurança pública e cenário nacional.
Ao apresentar propostas para a área, Caiado afirmou que o avanço do crime organizado exige uma resposta mais ampla do Estado brasileiro e associou o tema diretamente à situação da Amazônia. Segundo ele, o enquadramento jurídico das facções como terrorismo permitiria ampliar instrumentos de enfrentamento e fortalecer mecanismos de atuação federal.
Durante a exposição, o governador goiano afirmou que parte da região amazônica enfrenta pressão crescente de organizações criminosas e defendeu maior presença do Estado em áreas de fronteira. Na avaliação dele, o combate ao crime organizado exige coordenação entre forças de segurança e integração de estruturas federais.
Caiado também declarou que, em um eventual governo federal, defenderia o emprego articulado das Forças Armadas, das forças policiais e dos órgãos de inteligência em ações voltadas ao enfrentamento dessas organizações. O governador citou ainda a necessidade de ampliar mecanismos de cooperação internacional e fortalecer ações de monitoramento nas fronteiras brasileiras.
Romeu Zema participou do encontro e integrou o debate ao lado de Caiado. Na cobertura do evento, o governador mineiro apareceu como uma das lideranças presentes na discussão sobre temas nacionais e na aproximação com setores do empresariado em meio ao ambiente político voltado para 2026.
A proposta de equiparar facções criminosas ao terrorismo se soma a discussões que já apareceram em diferentes momentos do debate político brasileiro. Defensores da medida argumentam que uma mudança legal poderia ampliar instrumentos de combate às organizações criminosas e fortalecer acordos de cooperação internacional.
Por outro lado, o tema encontra resistência entre especialistas e setores do governo federal, que costumam apontar diferenças entre os conceitos jurídicos de terrorismo e de organização criminosa previstos na legislação brasileira. Pela norma em vigor, os dois enquadramentos possuem requisitos e objetivos distintos.
O encontro desta segunda-feira reuniu representantes do setor produtivo e ocorreu em um momento de intensificação das movimentações políticas para a disputa presidencial de 2026. Segurança pública, atuação federal e estratégias para enfrentamento do crime organizado estiveram entre os temas centrais das discussões.
Apesar da defesa feita por Caiado, a proposta ainda não foi formalizada em projeto legislativo e dependeria de tramitação e aprovação no Congresso Nacional para avançar.