Demolição de imóveis interditados avança após explosão no Jaguaré
Governo de SP e concessionárias atuam em reparos e reassentamento das famílias afetadas
A Defesa Civil do estado de São Paulo iniciou a demolição de cinco imóveis interditados definitivamente após a explosão ocorrida no bairro do Jaguaré, na capital paulista. O acidente aconteceu na segunda-feira (11) quando uma obra da Sabesp atingiu uma tubulação de gás da Comgás, deixando dois mortos, dois feridos e 27 casas interditadas.
Em nota, o governo estadual informou que “as demolições foram iniciadas a pedido das equipes da Polícia Técnico-Científica, que precisam escavar o local em busca de evidências periciais para compor o laudo da explosão”.
Até a tarde desta quinta-feira (14), 112 residências haviam sido vistoriadas: 27 permanecem interditadas e 85 foram liberadas para retorno dos moradores.
Reparação e assistência às famílias
Sabesp e Comgás cadastraram 232 pessoas para o recebimento de auxílio emergencial de R$ 5 mil para despesas imediatas, e algumas famílias estão sendo acolhidas em hotéis. As concessionárias afirmaram que irão ressarcir todos os demais danos sofridos pelos moradores.
As equipes das empresas iniciaram a reforma das unidades que já foram vistoriadas pela Defesa Civil. Paralelamente, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) mapeou 80 imóveis na região, com objetivo de realocar as famílias afetadas. Até o momento, 50 famílias foram cadastradas e estão sendo atendidas.
O governo de São Paulo destacou que os moradores poderão optar por alternativas como transferência imediata para apartamentos mobiliados da CDHU, aquisição de imóvel por carta de crédito ou auxílio-aluguel. “Todas as despesas com novas moradias e reconstrução dos danos causados pelo acidente serão integralmente ressarcidas pela Sabesp e Comgás”, reforçou a nota.
Acompanhamento da Arsesp
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) solicitou oficialmente que Sabesp e Comgás apresentem esclarecimentos sobre a explosão. As informações deverão ser encaminhadas até sexta-feira (15) e serão analisadas como parte do processo fiscalizatório para apuração das causas do acidente, podendo subsidiar medidas previstas nos contratos das concessionárias.