Entidades cobram solução para família retida em Aeroporto

Caso envolve gestante e crianças em área restrita de Guarulhos

Por Da Redação

Desembarque internacional no Aeroporto de Guarulhos

Mais de dez organizações que atuam na defesa de migrantes e refugiados divulgaram um manifesto cobrando providências para a situação de uma família egípcia retida na área restrita do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, desde 8 de abril. O grupo pede atendimento médico adequado e uma solução com base em critérios humanitários.

A família é composta por um casal e dois filhos pequenos. A mulher está na 34ª semana de gestação e apresenta quadro de diabetes gestacional. Segundo relato da defesa, houve preocupação recente com a ausência de movimentos fetais, o que levou à necessidade de atendimento médico.

As entidades apontam que a permanência prolongada em área restrita, sem definição sobre o pedido de refúgio, pode representar violação de direitos fundamentais, como acesso à saúde, dignidade e proteção de crianças e gestantes. O documento também menciona a falta de resposta célere e de articulação entre os órgãos responsáveis pela análise do caso.

O manifesto cita ainda episódios anteriores envolvendo retenção de estrangeiros no mesmo aeroporto, destacando riscos associados à demora no atendimento e na tomada de decisões. Para as organizações, a situação atual exige resposta imediata para evitar agravamento do quadro.

Além do atendimento médico contínuo à gestante, as entidades solicitam condições dignas de permanência, acompanhamento institucional e análise urgente do pedido de refúgio. Também alertam para os riscos de eventual repatriação sem avaliação adequada das condições de saúde e vulnerabilidade da família.

A defesa afirma que já acionou autoridades federais e instituições de apoio, e aguarda posicionamento oficial.