CPI do Jockey ouve arquiteta citada em denúncias
Comissão apura contratos e obras no Jockey Club de SP
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Jockey Club de São Paulo ouviu, nesta terça-feira (24), a arquiteta Ana Marta Ditolvo, diretora da Ambiência Arquitetura e Restauro. O colegiado apura possíveis irregularidades fiscais e imobiliárias, além da gestão de débitos, uso de potencial construtivo e eventual omissão de órgãos públicos.
A empresa foi mencionada em reportagens que indicam a realização de quatro projetos de restauração no local, com valores estimados em cerca de R$ 1 milhão. Durante o depoimento, Ditolvo afirmou que mantém relação profissional com o Jockey há cerca de uma década, mas sem contrato direto com a instituição.
Segundo ela, os serviços foram executados para empresas locatárias de espaços dentro do complexo ou vinculados a projetos financiados por incentivos culturais. A arquiteta também declarou não ter firmado contrato formal para a elaboração de projetos no Hipódromo Cidade Jardim e negou ter recebido os valores citados.
A depoente afirmou ainda que tentou contato com o Jockey Club para esclarecer as informações divulgadas, sem retorno, e se comprometeu a apresentar à CPI registros dessas tentativas.
Ao fim da oitiva, vereadores avaliaram a possibilidade de uso indevido do nome da profissional. Integrantes da comissão defenderam o aprofundamento das investigações e sugeriram medidas para apuração policial e eventual registro de ocorrência.
Na mesma reunião, os parlamentares aprovaram a prorrogação dos trabalhos da CPI por mais 120 dias.