Prefeitura libera R$ 37,3 mi para sistema de ônibus

Recursos vão para monitoramento e gestão da frota

Por Da Redação

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A Prefeitura de São Paulo autorizou o repasse de R$ 37,3 milhões para a continuidade da implantação e operação do Sistema de Monitoramento e Gestão Operacional (SMGO), voltado à rede municipal de ônibus. A informação consta em publicação oficial desta terça-feira, 17 de março de 2026, por meio de despacho do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira.

O sistema é gerenciado pela SPTrans e reúne ferramentas tecnológicas para acompanhamento da operação do transporte coletivo. Entre os recursos previstos estão softwares de gestão, equipamentos de geolocalização com maior precisão instalados nos veículos, câmeras embarcadas e transmissão de dados em tempo real para suporte à condução e fiscalização das linhas.

Do total autorizado, R$ 10 milhões serão destinados à etapa de implantação do sistema, enquanto R$ 27,3 milhões irão para manutenção e operação. Os serviços são classificados como prestação por terceiros, envolvendo empresas contratadas para execução técnica das atividades.

O SMGO é considerado um dos principais instrumentos de controle da operação dos ônibus municipais, permitindo monitoramento contínuo da frota e análise de desempenho das linhas. A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade de fiscalização e aprimorar a gestão do serviço prestado à população.

O projeto já estaria acumulando atrasos desde sua concepção. A previsão inicial era de que o sistema começasse a ser implementado em 2019, após a assinatura dos contratos com as empresas operadoras. No entanto, o processo licitatório para escolha da fornecedora da tecnologia foi concluído apenas em 2024, após uma série de adiamentos e questionamentos administrativos e judiciais.

A contratação acabou sendo homologada em favor do Consórcio Clever Devices, responsável por um contrato de cerca de R$ 908 milhões, com vigência prevista de dez anos. A disputa incluiu contestações de outras empresas do setor, que apontaram possíveis restrições à competitividade no edital. As alegações foram analisadas pela Justiça, que manteve o resultado da licitação em segunda instância.

Antes da definição final, o processo também passou por avaliação do Tribunal de Contas do Município, que chegou a apontar inconsistências e recomendou ajustes. Após revisões e remarcações de datas, a concorrência seguiu até a conclusão.

Com a liberação dos novos recursos, a gestão municipal dá sequência à execução do sistema, que segue em fase de implementação e operação gradual na cidade.