CPI ouve Sabesp sobre enchentes no Jardim Pantanal em SP
Empresa explicou limites do sistema de esgoto e obras na região
Representantes da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) prestaram esclarecimentos nesta quinta-feira (12) à CPI Pantanal, da Câmara Municipal de São Paulo. O colegiado investiga as causas das enchentes recorrentes no bairro Jardim Pantanal, na zona leste da capital.
Durante a reunião, técnicos da empresa apresentaram informações sobre o funcionamento do sistema de esgotamento sanitário na região e os limites operacionais da rede. Também foram abordadas obras em andamento e os impactos provocados pela ausência de infraestrutura adequada de drenagem urbana.
Segundo a Sabesp, o sistema implantado na área foi projetado exclusivamente para a coleta e o transporte de esgoto doméstico. A rede não foi dimensionada para receber água de chuva, o que pode gerar sobrecarga em períodos de precipitação intensa.
De acordo com os representantes da companhia, a entrada de água pluvial nas tubulações ocorre principalmente em locais onde não há drenagem urbana adequada. Nessas situações, o volume adicional pode comprometer o funcionamento do sistema e provocar problemas como refluxo de esgoto em residências.
A empresa informou ainda que realiza manutenção preventiva periódica nas redes e nas estações elevatórias que operam no bairro, além de atender solicitações registradas pelos moradores por meio dos canais de atendimento. Em casos de interrupção no fornecimento de energia elétrica, geradores móveis são utilizados para manter o funcionamento das unidades.
Durante a audiência, também foram mencionadas obras vinculadas ao programa Integra Tietê, voltadas à ampliação da capacidade de coleta e ao encaminhamento do esgoto para tratamento na estação de São Miguel. Segundo a Sabesp, as intervenções contribuem para melhorar o desempenho do sistema, embora não eliminem os impactos causados pela entrada de água de chuva na rede.
Os técnicos ressaltaram ainda que a drenagem de águas pluviais é responsabilidade do poder público municipal e que a ausência dessa infraestrutura interfere no funcionamento do sistema de esgoto.
Vereadores da CPI relataram reclamações frequentes de moradores sobre refluxo de esgoto durante temporais e cobraram esclarecimentos adicionais da companhia. O colegiado estabeleceu prazo de dez dias para que a empresa encaminhe respostas complementares sobre pontos que ficaram pendentes na reunião.
Também foram aprovados requerimentos para convocar representantes de uma empresa que atua na exploração de areia na região, com o objetivo de ampliar as informações analisadas pela comissão.