CPI da Íris ouve executivo da Tools For Humanity

Chefe de operações reafirma uso de dados criptografados

Por Da Redação

A empresa faz escaneamento da íris como identificação

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Íris realizou, nesta terça-feira (24/2), novo depoimento do chefe de operações da Tools For Humanity no Brasil, Rodrigo Tozzi. A empresa é responsável pelo projeto World ID, que utiliza o escaneamento da íris como forma de identificação digital.

Tozzi já havia prestado esclarecimentos à comissão em agosto do ano passado. Na ocasião, afirmou que a companhia não armazena dados biométricos e que não há comercialização das informações coletadas. Segundo ele, o sistema registra apenas um código criptografado, mantido em servidores administrados por universidades parceiras, com a finalidade de comprovar a identidade humana dos usuários.

Durante a sessão mais recente, o executivo reiterou essas declarações. Parlamentares questionaram os interesses da empresa no país, citando relatos sobre apresentações institucionais realizadas em órgãos públicos. Tozzi informou que as exposições tiveram caráter técnico e institucional.

A relatoria também questionou o modelo de terceirização adotado no Brasil e a eventual responsabilização jurídica em caso de problemas. O representante afirmou que a prática segue padrão internacional da empresa, mas não detalhou como se daria a responsabilização.

Ao fim da reunião, integrantes da comissão avaliaram que há interesse comercial relacionado ao uso da tecnologia e discutiram possíveis riscos futuros quanto à reversão da anonimização dos dados. A líder de políticas públicas da empresa no Brasil não compareceu por motivos de saúde. Também participaram vereadores membros da comissão.