CPI HIS aprova requerimentos e cobra empresas
Comissão quer esclarecimentos sobre moradia social
A CPI da Habitação de Interesse Social (HIS), instalada na Câmara Municipal de São Paulo para apurar possíveis irregularidades na produção e comercialização de moradias populares, aprovou sete requerimentos durante reunião realizada nesta semana. As medidas incluem intimações de representantes de empresas do setor imobiliário e solicitações de informações consideradas relevantes para o avanço das investigações.
Estavam previstos depoimentos de representantes das plataformas Airbnb, QuintoAndar e Booking.com. Os convidados não compareceram, mas enviaram justificativas formais à comissão.
O presidente da CPI, vereador Rubinho Nunes (UNIÃO), afirmou que o colegiado avalia medidas para garantir a presença dos convocados nas próximas sessões. Segundo ele, algumas das empresas citadas são mencionadas em denúncias relacionadas ao possível descumprimento das normas que regem a política de habitação de interesse social.
O vereador Isac Félix (PL), integrante da comissão, também manifestou preocupação com as ausências e indicou que poderão ser adotadas providências regimentais, incluindo condução coercitiva, caso os representantes não atendam às convocações.
Dos sete requerimentos aprovados, cinco são de autoria do presidente da CPI e tratam de intimações e pedidos de esclarecimento a empresas investigadas. Outros dois foram apresentados pela vereadora Silvia da Bancada Feminista (PSOL). Um deles solicita informações à construtora Magik JC sobre empreendimentos HIS e HMP realizados entre 2014 e 2025, incluindo valores de comercialização e aquisição de terrenos. O outro requer dados à Secretaria Municipal da Fazenda sobre operações envolvendo unidades habitacionais.
A CPI informou que pretende ouvir, nas próximas reuniões, representantes das incorporadoras Cyrela e Lavvi. Participaram do encontro parlamentares de diferentes partidos que integram a comissão e acompanham os trabalhos de apuração.
