CPI do Metanol ouve dono de bar nos Jardins
Empresário e representante da Abrasel depõem
A Comissão Parlamentar de Inquérito do Metanol realizou, nesta terça-feira (24), nova reunião para apurar a origem de bebidas alcoólicas comercializadas na capital paulista. Foram ouvidos Fagne Santos, um dos proprietários do Ministrão Bar, localizado nos Jardins, e Gabriel Marques Pinheiro, diretor-executivo da Abrasel.
O estabelecimento foi interditado em setembro de 2025 após o relato de uma cliente que afirmou ter perdido a visão depois de consumir bebidas no local. A vítima já havia prestado depoimento à Comissão anteriormente.
Na condição de convidado, o representante da Abrasel afirmou que o setor de bares e restaurantes foi impactado pela crise envolvendo suspeitas de contaminação por metanol e que o consumo ainda não retornou ao nível anterior. Ele defendeu medidas de transparência na cadeia de fornecedores, incluindo a consulta a distribuidores homologados pela indústria.
Em seguida, o proprietário do Ministrão Bar declarou que possui notas fiscais das bebidas apreendidas e que pretende encaminhá-las à CPI. Informou ainda que confere lacres e lotes dos produtos recebidos. Segundo ele, laudo realizado no caso apontou resultado negativo para contaminação por metanol. O empresário também afirmou que o estabelecimento não possui seguro específico para danos decorrentes de contaminação química, mas que o tema poderá ser discutido entre os sócios.
Durante a reunião, os vereadores aprovaram requerimento para condução coercitiva do proprietário de outro bar e decidiram prorrogar os trabalhos da CPI por 120 dias.