Escola opera com energia improvisada em SP
Furto de cabos afeta unidade na zona oeste
Uma escola estadual localizada na zona oeste da capital paulista está há cerca de dois meses sem fornecimento regular de energia elétrica. A situação começou após o furto de cabos que atendiam a unidade, ocorrido no fim de dezembro. Desde então, a comunidade escolar convive com uma estrutura provisória para manter as atividades em funcionamento.
A unidade, que atende estudantes do 6º ao 9º ano em período integral, retornou às aulas no início de fevereiro ainda sem a rede elétrica restabelecida. Segundo informações repassadas às famílias, o furto comprometeu toda a fiação e causou danos também ao transformador e a parte da infraestrutura elétrica. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 200 mil.
Para garantir o mínimo de funcionamento, foi instalada uma ligação emergencial a partir de uma escola vizinha. A fiação provisória atravessa o muro que separa as duas unidades e alimenta parcialmente o prédio afetado. Atualmente, o fornecimento ocorre por meio de apenas uma fase elétrica, o que limita a capacidade de uso dos equipamentos.
Dentro da escola, parte da área foi isolada com fita de segurança para proteger os cabos temporários. A instalação é visível em corredores e no pátio, onde os fios passam pelo chão e se conectam a quadros de energia. Apesar da adaptação, o funcionamento permanece restrito.
Com a carga reduzida, salas de aula operam sem ventiladores, televisores, projetores e outros equipamentos que exigem maior consumo elétrico. Em dias de temperatura elevada, a ausência de ventilação artificial tem impactado a rotina de estudantes e professores. Recursos pedagógicos que dependem de internet também estão prejudicados, já que a unidade está sem acesso à rede wi-fi.
Servidores relatam dificuldades no dia a dia. Geladeiras e micro-ondas não podem ser utilizados regularmente, o que interfere na organização das refeições durante o período integral. Como medida complementar, foi contratado um gerador para suprir parte da demanda energética enquanto os reparos não são concluídos. O equipamento começou a operar recentemente.
De acordo com a Secretaria Estadual da Educação, o conserto definitivo pode levar até 60 dias. A pasta informou que a direção registrou boletim de ocorrência e solicitou reforço no patrulhamento da região. A concessionária responsável pelo fornecimento aguarda a finalização dos reparos internos para realizar o restabelecimento definitivo da energia.
Mesmo diante das limitações, as aulas seguem ocorrendo diariamente, com exceção dos dias reservados ao planejamento pedagógico. A expectativa da comunidade escolar é que a infraestrutura elétrica seja reconstruída e o serviço normalizado nas próximas semanas.
Com informações da Folha de S.Paulo