Inventário da fauna de São Paulo identifica 24 novas espécies em 2025
Levantamento contabiliza 1.475 espécies de animais no município
O Inventário da Fauna Silvestre do Município de São Paulo foi atualizado em 2025 e passou a registrar 1.475 espécies de animais, após a inclusão de 24 novos registros. O levantamento, divulgado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, reforça a relevância das áreas verdes urbanas para a conservação da biodiversidade e para o planejamento ambiental da capital paulista.
Os dados mostram que a fauna da cidade é composta por 607 espécies de invertebrados, grupo que inclui moluscos, aracnídeos e insetos. Entre eles, destacam-se 358 espécies de borboletas e mariposas, consideradas importantes indicadores da qualidade ambiental. Já entre os vertebrados, foram identificadas 868 espécies, sendo 57 peixes, 89 anfíbios, 63 répteis, 536 aves e 123 mamíferos distribuídos pelo território municipal.
O inventário aponta ainda que 223 espécies registradas estão ameaçadas de extinção, o que corresponde a 15,1% do total documentado. O número evidencia a importância de São Paulo na proteção da fauna silvestre em nível regional e nacional, especialmente em um contexto de intensa urbanização e pressão sobre os habitats naturais.
O trabalho de campo é conduzido por biólogos da Divisão da Fauna Silvestre, que realizam o monitoramento em 178 áreas verdes e cinco corpos hídricos. O mapeamento inclui 119 parques urbanos e lineares, 10 Unidades de Conservação Municipais, 12 parques estaduais e outras 37 áreas verdes consideradas estratégicas para a manutenção da biodiversidade. As informações coletadas em campo são complementadas por estudos acadêmicos e registros provenientes de iniciativas de ciência cidadã.
Em comparação com 2024, a atualização de 2025 ampliou de forma significativa o conhecimento sobre a fauna paulistana. Entre os destaques está a identificação de uma nova espécie para a ciência, o caranguejo-do-curucutu, além de novos registros envolvendo crustáceos, aracnídeos, insetos, répteis e aves observados em diferentes regiões da cidade.
Criado em 1993, o Programa de Inventário e Monitoramento da Fauna Silvestre do Município de São Paulo é uma das principais ferramentas para subsidiar políticas públicas de conservação da biodiversidade urbana. A divulgação anual dos dados está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e contribui para decisões relacionadas à gestão ambiental.
Desde 2024, o levantamento também passou a incorporar o Índice Paulistano da Fauna Silvestre, que avalia a biodiversidade das áreas verdes a partir das características das espécies registradas. O indicador apoia ações de proteção ambiental, compensações ecológicas e estratégias de planejamento urbano voltadas à sustentabilidade.
