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Estiagem já atinge mais de 101 mil famílias no Amazonas

Previsão de pouca chuva mantém alerta, mas cenário ainda difere de 2024

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Apesar de El Niño intensificar a seca, cenário é diferente de 2024

A estiagem de 2026 já atingiu mais de 101 mil famílias no Amazonas e compromete a rotina de comunidades ribeirinhas, segundo boletim da Defesa Civil divulgado no domingo (18). A previsão de chuvas abaixo da média mantém o alerta para os próximos meses, enquanto o fenômeno El Niño pode intensificar a seca na Região Norte.

Apesar dos riscos, o quadro atual ainda não apresenta as mesmas condições hidrológicas generalizadas observadas em 2023 e 2024, segundo avaliação da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, à Rádio Encontro das Águas.

Um painel climático de instituições federais indica que o El Niño pode persistir até o início de 2027 e alcançar intensidade muito forte ainda neste ano. Isso não significa que todos os municípios terão o mesmo nível de seca. A redução das chuvas não provoca queda imediata dos rios, cujos níveis também dependem das precipitações nas cabeceiras e do comportamento dos afluentes.

O monitoramento contínuo é necessário para identificar áreas vulneráveis e antecipar riscos.

Para ampliar o acompanhamento, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) instalou cerca de 30 novos pluviômetros no Amazonas. Os equipamentos se somam aos 73 já existentes e medem o volume de chuva. Os dados ajudam a planejar o abastecimento de água, o transporte fluvial e a assistência a comunidades isoladas. No médio Solimões, o Instituto Mamirauá pesquisa as condições ambientais do Lago Tefé e sistemas de abastecimento de água movidos a energia solar. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ino

vação produz conhecimento e informações técnicas, enquanto as ações de proteção e resposta cabem aos órgãos competentes da Defesa Civil nacional e local. Além da estiagem, o estado enfrenta queimadas. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), reunidos pela Defesa Civil, apontavam 8.165 focos de calor até domingo (18).

A quantidade de informações aumenta conforme se aproxima o período analisado, reforçando a importância de atualizar previsões e identificar com antecedência as áreas que podem precisar de apoio nessas situações.