Queimadas mobilizam saúde em municípios do Amazonas
Ministério da Saúde avalia insumos e riscos da fumaça em 12 municípios
O Ministério da Saúde, o governo do Amazonas e as prefeituras monitoram os efeitos das queimadas sobre os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. A atuação inclui visitas técnicas, apoio à gestão local e participação da Força Nacional do SUS (FN-SUS). Até 16 de outubro, 12 municípios haviam sido identificados como necessitados de suporte na rede de saúde.
Uma das frentes é acompanhar a disponibilidade de insumos para assistência respiratória. O Ministério da Saúde avalia o consumo de oxigênio nos territórios, incluindo os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), e verifica a capacidade de fornecimento das empresas no Amazonas e em outras partes do país. O objetivo é dimensionar a oferta para emergências. O abastecimento de oxigênio nas unidades do SUS é responsabilidade da gestão local, mas o governo federal pode apoiar a compra em casos de calamidade com risco à vida.
No início da semana, uma equipe da FN-SUS iniciou, com autoridades sanitárias locais, um diagnóstico da situação da rede de saúde. O levantamento considera os riscos associados à fumaça dos incêndios, que pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que exigem atenção especial.
A avaliação técnica deve orientar a organização dos serviços e a preparação das unidades para atender à população.
A mobilização ocorre após o decreto de situação de emergência em cerca de 36 municípios do Amazonas, em 10 de outubro, devido às queimadas. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente em 14 de outubro, o Ibama havia extinguido 303 focos de incêndio florestal no estado desde o início das ocorrências.
Para apoiar o combate ao fogo, foram disponibilizadas 11 aeronaves. O grupo inclui seis aviões Air Tractor, usados contra as chamas; um KC-390, mobilizado pelo Ministério da Defesa para lançar grandes volumes de água; três helicópteros destinados ao lançamento de água e ao transporte de brigadistas e equipamentos, sobretudo em áreas de difícil acesso; e uma aeronave Caravan para apoio logístico.