Equipe brasileira de linguística ganha duas medalhas
Delegação liderada por professor da Ufam obteve prata, bronze e menções
A delegação brasileira conquistou duas medalhas e duas menções honrosas na 23ª Olimpíada Internacional de Linguística (IOL), realizada em Bucareste, na Romênia, entre 26 de julho e 2 de agosto. Felipe Barros ganhou prata e Levi Matias levou bronze. Luísa Guntert e César Augusto Carvalho receberam menções honrosas. A equipe foi liderada pelo professor Eduardo Cardoso Martins, da Ufam.
A competição reuniu estudantes do ensino médio de mais de 45 delegações. As provas são feitas nas modalidades individual e por equipes e exigem a análise de dados de diferentes línguas para identificar padrões, sons, significados e sistemas de escrita. O Brasil participou pela primeira vez em 2011 e esteve em 13 edições da IOL.
Com os resultados obtidos em Bucareste, as equipes brasileiras chegaram a 21 medalhas no histórico da competição, sendo 3 ouros, 7 pratas e 11 bronzes. O país também soma 2 troféus de bronze, 3 prêmios de Melhor-Solução, 18 menções honrosas e 1 menção honrosa em competição por equipes.
A preparação dos participantes contou com atividades da Olimpíada Brasileira de Linguística (OBL) durante várias semanas. O treinamento buscou preparar os estudantes para as questões da disputa internacional. A participação também permitiu contato com participantes de diferentes países e experiências ligadas a línguas e culturas. Para a Ufam, a presença do professor Eduardo Cardoso Martins na liderança da equipe amplia a participação da universidade em atividades relacionadas às olimpíadas científicas.
A instituição informou que pretende atrair estudantes com desempenho nessas competições por meio das Vagas Olímpicas, que ainda serão implementadas no próximo ano.
A universidade também aponta as olimpíadas como espaço para ações de Pesquisa e Extensão. A proposta é aproximar essas atividades da Educação Básica e ampliar a participação de estudantes do Amazonas em competições acadêmicas. Segundo a Ufam, escolas públicas e privadas do estado ainda participam pouco dessas iniciativas, o que abre possibilidade de ampliar a presença de novos competidores.
O resultado também reforça a trajetória do país na disputa internacional.