Acre registra alta na venda de carne bovina ao exterior

Volume enviado ao exterior cresceu 34,9% no primeiro semestre de 2026

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A produção do Acre apresentou crescimento nos primeiros seis meses

O Acre exportou 3.155,66 toneladas de carne bovina no primeiro semestre de 2026 e movimentou cerca de US$ 16,1 milhões, segundo dados do Boletim Técnico Mensal da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (FAEAC). Na comparação com o mesmo período de 2025, o volume enviado ao exterior cresceu 34,9% e o valor em dólares aumentou 56,3%.

Entre janeiro e junho, os frigoríficos do estado receberam 338.109 cabeças para abate. O número representa alta de 5,7% em relação às 319.960 registradas nos 6 primeiros meses de 2025. Apenas em junho, foram abatidos 54.783 animais, 1,8% acima do resultado de maio, que teve 53.814 cabeças.

As fêmeas responderam por 57,5% dos bovinos abatidos em junho, enquanto os machos representaram 42,5% do total. O levantamento também aponta aumento na saída de animais vivos para outros estados. No acumulado de 2026, foram 191.712 cabeças, crescimento de 10,2% ante as 173.992 contabilizadas no mesmo intervalo de 2025. Apesar do avanço no acumulado anual, junho registrou redução nessa movimentação. Foram enviadas 27.771 cabeças, queda de 22,5% em relação às 35.838 registradas em maio. Do total de junho, 19.125 animais, equivalentes a 68,9%, permaneceram com o mesmo proprietário. Outros 8.646 bovinos, ou 31,1%, foram destinados a proprietários diferentes. No comércio externo, o resultado do semestre também superou o registrado no ano anterior. Entre janeiro e junho de 2025, o Acre havia exportado 2.340,08 toneladas de carne bovina e obtido cerca de US$ 10,3 milhões. Os dados de 2026 mostram crescimento tanto na quantidade comercializada quanto na receita obtida com as vendas para outros países.

O desempenho ocorre junto ao aumento da atividade de abate no mercado estadual. O boletim reúne dados de produção e comercialização registrados no período e permite comparar os resultados de 2026 com os números do ano anterior. A alta nas vendas externas elevou a receita em ritmo superior ao crescimento do volume. O levantamento também registra mudanças no fluxo de bovinos vivos, com avanço no acumulado do ano, mas recuo em junho. Os indicadores reúnem informações sobre abate, movimentação de animais e comércio internacional.